13 de janeiro, de 2016 | 17:09

Infestação de Aedes aegypti deixa Fabriciano em situação de emergência

Quem impedir ou atrapalhar a ação dos agentes poderá ser penalizado com multas


DA REDAÇÃO – A prefeita de Coronel Fabriciano, Rosângela Mendes (PT) assinou o decreto declarando situação de emergência em virtude da infestação do Aedes aegypti no município. O decreto vai facilitar a contratação de serviços emergenciais de prevenção e combate à proliferação do Aedes aegypti. “Vamos conseguir agilizar nossas ações. A situação tem nos preocupado, principalmente, pela possibilidade do mosquito transmitir além da dengue, a febre chikungunya e o zika vírus. Iniciamos uma força-tarefa e precisamos da ajuda de cada morador para eliminar todos e quaisquer focos”, alerta a prefeita Rosângela Mendes.

A expectativa é que, em um período de pouco mais de 70 dias, aproximadamente 43.200 residências sejam visitadas duas vezes em todo município. “Estamos fazendo um trabalho intenso e agora, além dos agentes de endemias, contamos com a ajuda de mais de 120 agentes comunitários de saúde no combate ao Aedes aegypti. Nesta quarta-feira (13), estivemos no Melo Viana e sábado (16), um mutirão envolvendo servidores de diversas secretarias da prefeitura, além de profissionais de saúde estará nas ruas do bairro Sylvio Pereira II e Santa Cruz recolhendo materiais que possam se tornar criadouros do mosquito”, explica o secretário de Saúde Rubens Castro.

Para garantir que o combate seja realizado em todos os imóveis, a prefeitura vai colocar em prática a Lei 3.432 de 23 de dezembro de 2008, que dispõe sobre a punição para os moradores que não adotarem medidas de controle do Aedes aegypti e sua prevenção. “Estamos em guerra contra o mosquito e todos devem se tornar soldados neste combate. As pessoas que não colaborarem mantendo seus imóveis limpos e livres de criadouros serão notificadas e correm o risco de sofrerem punição financeira. Se tivermos resistência de moradores em permitir a entrada de agentes vamos solicitar a intervenção policial”, reiterou a prefeita.

Legalmente, quem impedir ou atrapalhar a ação dos agentes poderá ser penalizado com multas que variam de 500 a 3000 Unidades Fiscais Padrão de Coronel Fabriciano (UFPCF). “Cada UFPCF equivale a R$ 2,16. Esperamos que não seja necessário aplicar multas e que todos abracem essa causa que se tornou uma questão de saúde pública. A maior quantidade dos focos está dentro das residências e contamos muito com o zelo de cada morador”, concluiu Rosângela Mendes.


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