22 de janeiro, de 2016 | 17:20

O poder transformador da música

Com sua voz, Inamara Santos quer tocar aos que precisam de alento


DA REDAÇÃO - Aos 25 anos, Inamara Amanda Souza Santos vive uma rotina ritmada. De um lado, com as melodias musicais, e de outro, os sons da indústria. Ao equilibrar o dia a dia entre o palco e a Usiminas, em Ipatinga, ela encontrou uma forma de unir dois universos tão distintos e ter seus talentos reconhecidos tanto como operadora de Produção da Aciaria da companhia quanto como cantora – um dom que ganhou força no último ano.

O lado artístico de Inamara não está no DNA. “Até hoje procuro algum antepassado que tenha gostado de cantar e tocar”, brinca. Por isso, a descoberta do talento musical foi acompanhada de outra revelação: a do poder restaurador da música. Como integrante de um grupo de jovens, ela já se apresentou para pessoas em situação de vulnerabilidade, como em centros de recuperação para dependentes químicos, e planeja participar este ano de projetos sociais da cidade, muitos deles com o envolvimento de seu irmão mais novo. “A arte, seja a música, a dança ou o teatro, tem o dom de comover as pessoas. Tocar as que mais precisam traz um retorno incrível. Faz bem para a gente também”, explica Inamara.

Ela conhece bem o encantamento exercido pela música. Aos 11 anos, do banco da igreja em que se sentava durante todas as missas, estrategicamente localizado próximo ao coral, Inamara acompanhava as músicas com tanta graça que foi notada. Convidada para participar do grupo, empenhou-se nos ensaios aos sábados, nas apresentações durante as liturgias e, pouco tempo depois, também em casamentos, aniversários e eventos escolares.

Na adolescência, chegou a gravar um CD amador com uma amiga e vendê-lo pelas ruas de Passatempo (MG), a cidade natal de sua mãe. “Contamos com o boca a boca e fomos até a rádio da cidade fazer a divulgação. Também nos apresentamos em bares e boates”, lembra. Com o tempo, no entanto, a música foi cedendo lugar aos compromissos com a faculdade e o trabalho.

No ano passado, a primeira grande oportunidade bateu à porta de Inamara. A edição Minas Gerais do Festival Sesi Música sempre foi, para ela, um verdadeiro desafio, e foram anos de espera até criar coragem para se inscrever. A decisão finalmente foi tomada em 2015, e se tornou um divisor de águas. “Fui uma das finalistas do festival e, mesmo não o tendo vencido, conheci músicos maravilhosos, com quem ainda mantenho contato”, disse.

Desde então, Inamara tem se dedicado mais à atividade. “Voltei com um gás imenso. Criei dois projetos paralelos de bandas, uma acústica, chamada Inamara e Cia do Rock, e outra voltada para o rock, a Lady Murphy. As duas têm colegas meus da Usiminas entre os integrantes e temos planos de gravar um CD e lançar webclipes”, diz Inamara, que também planeja se candidatar ao programa The Voice, da Rede Globo.

 

 
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