01 de fevereiro, de 2016 | 20:00
Subcontratadas se queixam de falta de pagamento em Timóteo
Dividendos estão pendentes desde o mês de novembro do ano passado
DA REDAÇÃO Pequenas empresas que prestam serviços nas obras de ampliação do sistema de esgotamento sanitário de Timóteo alegam falta de pagamento. Os empreendedores são subcontratados da Prefisan Engenharia, licitada pela Copasa para as obras executadas no município desde o fim de 2014. Os donos das subempreiteiras procuraram o DIÁRIO DO AÇO, alegando a existência de passivos desde o mês de novembro do ano passado.
Os donos das subcontratadas optaram por não se identificar. Isso porque a maioria deles ainda mantém contratos com a Prefisan e temem pelo comprometimento dos acordos. No entanto, sinalizam a suspensão dos serviços caso os débitos não sejam pagos.
Um empreendedor do ramo de locação de escavadeiras afirma que serviços contratados pela Prefisan, em outubro de 2015, tinham pagamento previsto para o mês seguinte. Até o momento, o depósito não ocorreu. Deixei a obra em novembro. Com a gente (o débito) é de R$ 12 mil. Acredito que entre empresas de locação de máquinas, postos de gasolina e outros fornecedores eles tenham de dívida na região cerca de R$ 600 mil”, disse.
Outro subcontratado alegou as dificuldades de manter o negócio de aluguel de maquinário e a expectativa pelo acerto. Continuo trabalhando e dependo da empresa. Até agora, são R$ 40 mil em atrasos”. Um terceiro empresário disse ao DIÁRIO DO AÇO que retirou os equipamentos do canteiro de obras dado o período de mais de três meses sem receber pelos serviços prestados. Conosco a empresa tem dívida aproximada de R$ 40 mil. Nos informaram que vão nos pagar tudo o que nos devem até a próxima sexta-feira (5/2). Mas isso já foi afirmado anteriormente e, até o momento, nada foi feito”, lamentou.
Segundo a Prefeitura de Timóteo, as obras do sistema de esgotamento sanitário foram iniciadas no mês de dezembro de 2014 pela Copasa, com previsão de entrega para novembro de 2016. As obras executadas pela Prefisan compreendem colocação de interceptores, coletores, poços de visita, além de estações elevatórias nos bairros Santa Terezinha, Macuco e Limoeiro, e próximo à ponte nova, na rodovia BR-381. A obra também inclui a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Timóteo.
O investimento previsto pela Copasa para o serviço de esgotamento sanitário do município é de R$ 78 milhões, valor estimado no ano passado.
Empresa
O DIÁRIO DO AÇO procurou a diretoria da Prefisan para se posicionar sobre o impasse. A sede da empresa está localizada em Belo Horizonte e, por lá, o contato para um posicionamento em relação ao caso foi direcionado à equipe da Prefisan no Vale do Aço.
A contratada mantém um escritório no bairro Vale Verde, em Timóteo. Por telefone, o engenheiro da empresa à frente das obras executadas no município, Samuel Rodrigues, afirmou ao DIÁRIO DO AÇO desconhecer a situação. O setor de contas a pagar também foi procurado nessa segunda-feira, por telefone e e-mail. A seção informou que enviaria nota sobre o problema relatado. Mas, até o fechamento desta edição uma resposta sobre o acerto dos dividendos não foi dada.
Também procurada, a Copasa afirmou, por meio de nota, que os pagamentos referentes aos serviços prestados pela Prefisan Ltda, empresa contratada para as obras do Sistema de Esgotamento Sanitário de Timóteo, estão sendo feitos corretamente, não havendo ocorrência de atrasos por parte da Copasa”.
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