02 de fevereiro, de 2016 | 17:15

Audiência cobra do estado reabertura de hospital em Belo Oriente

Reformado, Hospital em Perpétuo Socorro representaria 50 leitos a mais na região


DA REDAÇÃO - Reformado, ampliado, equipado e pronto para funcionar com as obras concluídas há mais de seis meses. Essa é a situação do Hospital Regional Jaques Gonçalves Pereira, localizado em Cachoeira Escura, distrito de Belo Oriente que, no entanto, permanece fechado desde 2012.

O hospital passou por uma ampla reforma e ampliação de sua capacidade. A obra foi conduzida pela Fundação São Francisco Xavier (FSFX). Para o assessor jurídico da fundação, Felipe Lanes de Aguiar Pacheco, a unidade tem uma importância estratégica para a região. “Seriam 50 leitos a mais na região com a possibilidade de parte deles ser usado para unidade de cuidado prolongado”, disse.

Para esclarecer a comunidade sobre a real situação do hospital, a Prefeitura de Belo Oriente, em parceria com a Câmara de Vereadores e o Conselho Municipal de Saúde, promoveu uma audiência pública na segunda-feira (1º). Além da comunidade, participaram também lideranças políticas e representantes de entidades de toda região. Mais de 400 pessoas marcaram presença em um salão de eventos no distrito.

“O Vale do Aço tem uma carência de mais de 400 leitos e nos temos aqui 50 leitos prontos para funcionar”, destacou o prefeito de Belo Oriente, Pietro Chaves (PDT). A unidade integra o projeto da rede de urgência e emergência. Do total de 50 leitos, 25 vão funcionar para retaguarda, atendendo pacientes que demandam tempo maior para recuperação, liberando leitos de outros hospitais. “O secretário de Estado de Saúde, Fausto (Pereira dos Santos), havia garantido que até primeiro de janeiro ele (hospital) entraria em funcionamento”, lembrou o prefeito.

Carta
Durante a audiência foi apresentada a “Carta de Belo Oriente”, um documento assinado por todos os presentes e prefeitos das cidades vizinhas, que será encaminhado ao governo do estado pedindo urgência na reabertura do hospital. “Saímos dessa audiência com um documento mostrando que é um anseio não somente do prefeito e da população de Belo Oriente, mas de toda a micro região que inclui Periquito, Naque, Açucena, Ipaba e Bugre para que este hospital volte a funcionar”, completou Pietro Chaves.

Presente na audiência, o superintendente regional de Saúde, Wagner barbalho, justificou a demora na definição da reabertura devido a uma resolução publicada em dezembro de 2015 com nova classificação das tipologias dos hospitais no estado. “Com essa nova reclassificação nós temos que redesenhar a rede hospitalar e incluir o Hospital de Belo Oriente”, informou o superintendente. Questionado sobre prazo para uma definição e a reabertura do hospital, Wagner Barbalho disse que até março deve ser concluída a readequação para, em abril, ser apresentada a nova proposta de custeio do estado para reabertura.

“Vamos trabalhar com seriedade a reabertura do hospital dentro de um contexto que atenda os gargalos da nossa rede de urgência e emergência na região”, completou Barbalho lembrando a previsão de abertura do Samu Regional para junho.
 
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