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06 de fevereiro, de 2016 | 09:59

Diagnóstico precoce, tecnologia e otimismo para enfrentar o câncer

Hospital Márcio Cunha mostra exemplos de superação e ações para combater a doença


DA REDAÇÃO - Já são  três anos de luta para eliminar de vez um adversário que mudou muita coisa na vida da Edna Alves Ribeiro, de 43 anos. Exceto, o seu sorriso de otimismo em relação à vida. “Gosto muito mais de mim mesma hoje. Desenvolvi um grande valor pelo próximo e certamente sei que não há nada que me limite. Afinal, eu posso tudo!”, exalta a paciente da Unidade de Oncologia do Hospital Márcio Cunha.
Não é por acaso. Cada vez mais, o diagnóstico precoce e os investimentos em tecnologias avançadas para os tratamentos – como os novos aceleradores lineares, aliados à conscientização e à prevenção, têm se tornado armas poderosas para salvar inúmeras vidas na região e para mudar a forma como as pessoas encaram o câncer.

Para quem chega com o diagnóstico da doença à Unidade de Oncologia, buscar esse entendimento com profissionais, familiares e amigos é fundamental na visão médico coordenador da unidade, Luciano de Souza Viana. “Às vezes a pessoa chega com o sentimento de entrega. O ponto inicial é restaurar a vontade de viver e lutar do paciente. Não adianta só me dar o braço para eu colocar o remédio, isso não funciona. É um trabalho em equipe”, detalha. Na data em que se celebra o Dia Mundial Contra o Câncer, em 4 de fevereiro, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) evidencia o quanto esse empenho coletivo precisa se fortalecer.

Em 2016, a Fundação São Francisco Xavier, entidade que administra o Hospital Márcio Cunha, entra na fase final de modernização e ampliação da Unidade de Oncologia. Além da conclusão da construção do bunker, local especial onde será instalado o segundo acelerador linear (equipamento para radioterapias), haverá a expansão das recepções, a ampliação do setor de quimioterapias, além da criação do espaço exclusivo para procedimento de hemotransfusão. Investimentos que acompanham o aumento da demanda por tratamentos. 
Divulgação


Edna Alves Ribeiro


Número
Segundo o Inca, são estimados 596 mil novos casos da doença no país este ano. No Vale do Aço, a Unidade de Oncologia do HMC, que é referência regional no combate ao câncer para cerca de um milhão de habitantes, em 50 municípios, tanto por meio de convênios e pela Usisaúde quanto pelo Sistema Único de Saúde (SUS), calcula aproximadamente o surgimento de 1.500 casos novos. Por isso a campanha da União Internacional para Controle do Câncer (UICC) em todo o planeta tem como slogan “Nós podemos, eu posso”, com o intuito de unir a população mundial para enfrentar este que já é considerado um problema de saúde pública.

“O câncer é um conjunto de doenças em que a base principal é o descontrole do crescimento da célula. Esse desequilíbrio faz com que ela passe a se multiplicar independentemente da necessidade do organismo”, explica o médico. Por isso, embora seja desencadeado também por fatores genéticos, a prevenção a outras causas, como maus hábitos alimentares, exposições às toxinas, cigarro, estilo de vida sedentário e baixo estado emocional, é a maneira mais efetiva de combatê-lo.

Para o médico Luciano Viana, em boa parte dos casos, o término do tratamento significa tocar a vida em frente e com uma grande história de superação. “Para conseguir tratar é preciso resgatar a dignidade do paciente. Há várias pessoas vitoriosas que passaram por isso na sociedade. O paciente que é otimista, geralmente, tem menos sintomas, vence e continua a vida”, finaliza.
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