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26 de fevereiro, de 2016 | 17:30

Geração de empregos continua a recuar no Vale do Aço

O setor que mais se destaca negativamente no fechamento de oportunidades é o comércio


DA REDAÇÃO – O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) informou nesta sexta-feira (26/2) o balanço dos registros de emprego com carteira assinada em todo o país. Os dados são referentes ao mês de janeiro deste ano. No Vale do Aço, informa o sistema do Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS), 1.251 postos de trabalho foram fechados no período. Pelo segundo mês consecutivo, o setor que mais fechou vagas na região foi o de serviços, com retração de 537 postos.

Na sequência aparece a indústria, que perdeu 274 vagas de emprego formal em janeiro, seguida do comércio e construção civil que fecharam, cada setor, 210 oportunidades no mês passado. No primeiro mês de 2016, todos os segmentos de mercado pesquisados pelo Caged perderam postos de emprego no Vale do Aço. A extinção de vagas é interpretada a partir da variação média entre o número de admissões e demissões, com resultado negativo. 

Na crise econômica que não poupou nenhum nicho de mercado regional, o setor que mais se destaca negativamente no recuo de oportunidades é o comércio. Isso porque considerando os três últimos meses mapeados pelo Caged – novembro e dezembro de 2015 e janeiro de 2016 – o segmento registrou quedas consecutivas e sem oscilações de recuperação. Em novembro, o setor gerou 30 oportunidades; em dezembro perdeu 127 e, no mês passado, 210.

Um recorte preocupante desse dado pode ser observado, por exemplo, no bairro Centro, em Ipatinga. Na principal via comercial da cidade, a avenida 28 de Abril, há dezenas de lojas fechadas. Em vários quarteirões, onde havia vitrines e movimentação de consumidores, hoje há placas de “aluga-se”. De acordo com o Caged, somente em Ipatinga o comércio fechou 131 vagas. O setor, no município, só perde para a porção de serviços, que perdeu 572 oportunidades de emprego formal.

Em todo o país, foram fechados 99.694 postos de trabalho com carteira assinada em janeiro de 2016. O resultado, aponta o Caged, é o pior para meses de janeiro desde 2009.

 

Fechamento de empresas na RMVA também cresce em janeiro

 

No mês de janeiro deste ano, um total de 59 empresas fechou as portas nos municípios de Ipatinga, Coronel Fabriciano e Timóteo. O dado é da Junta Comercial do Estado de Minas Gerais (Jucemg). O número de extinções de empreendimentos superou a abertura de novos negócios: no mês passado, 54 constituições ocorreram nos três municípios mais populosos da Região Metropolitana do Vale do Aço.
Comparando o mês de janeiro de 2016 com o mesmo mês em 2015, o número de extinções de empresas na região subiu 145% neste ano. No ano passado, 24 empreendimentos deixaram de existir no período citado.

Conforme os dados enviados pela Jucemg ao DIÁRIO DO AÇO, no último mês na RMVA, o município que mais fechou empresas foi Ipatinga (33), seguido de Coronel Fabriciano (16) e Timóteo (10).

O somatório de empresas encerradas também cresceu no ano de 2015, frente ao exercício de 2014 - a elevação foi de 25%. Ao longo dos doze meses de 2015, 547 empreendimentos foram extintos em Ipatinga, Coronel Fabriciano e Timóteo. No ano anterior, esses municípios registraram a finalização de 437 atividades empresariais.

Curiosamente, no intervalo dos últimos dois anos, o mês de dezembro de 2015 foi o que registrou a maior movimentação de fechamento de empresas nos três municípios: 90 negócios foram extintos.
Já a abertura de empresas na região teve ligeiro recuo, de 0,5%, de 2014 para 2015. Em 2014, 953 novas empresas foram constituídas. Em 2015, por sua vez, 948 foram abertas.
 
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