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14 de março, de 2016 | 09:02

Trem de passageiros suspenso

Vale suspende circulação de composição até segunda-feira


A Vale deve retomar na terça-feira (15) as viagens com os trens de passageiros, entre Minas Gerais e o Espírito Santo e no sentido contrário. As viagens estão suspensas desde sábado (12). Até  a tarde desta segunda-feira, a empresa deverá se pronunciar oficialmente sobre a retomada das viagens na Estrada de Ferro Vitória a Minas.  

Na sexta-feria, a Vale informou que suspendeu, sábado, dia 12 de março, a circulação dos trens por causa de uma ocupação da linha férrea registrada na noite de sexta-feira (11/3) por moradores do distrito de de Mascarenhas, em Baixo Guandu, território Capixaba.

O protesto dos moradores foi por causa do prejuízo levado à comunidade após a lama de rejeitos da Samarco (controlada pela Vale e BHP) atingir o rio Doce, na catástrofe ambiental da mineradora em Mariana, no dia 5 de novembro de 2015.

No sábado (12), domingo (13) e nesta segunda-feira (14) a Vale suspendeu a circulação tanto do trem que sai de Cariacica, no Espírito Santo, com destino a Belo Horizonte, em Minas Gerais, quanto da composição que circula no sentido contrário.

"A empresa lamenta quaisquer transtornos causados aos seus passageiros, mas ressalta que a decisão de suspender o serviço tem o intuito de garantir a segurança das pessoas que utilizam o transporte ferroviário diariamente, bem como o direito de ir e vir".

No fim da tarde de sábado (12), a Vale divulgou nota informando sobre a liberação da linha. "Informamos que a ferrovia Vitória a Minas foi liberada há pouco. Porém, as viagens do Trem de Passageiros continuam suspensas até segunda-feira, dia 14 de março".

"A situação ainda é instável ao longo do trecho. Cabe destacar que as reivindicações da comunidade em questão não têm relação com a operação da Estrada de Ferro Vitória a Minas".

Os passageiros que tinham viagem marcada entre  sábado (12/3) e segunda-feira (14/3) poderão remarcar o bilhete, ou pedir o reembolso do valor investido na compra da passagem. Para isso, devem se dirigir no prazo de até 30 dias a qualquer uma das estações localizadas ao longo da Estrada de Ferro Vitória a Minas.

A empresa alega a sua intenção de manter o canal de comunicação aberto com as comunidades, mas “repudia quaisquer manifestações violentas que coloquem em risco os seus passageiros, os seus empregados, e as suas operações e que firam o Estado Democrático de Direito, e ratifica que obstruir ferrovia é crime passível de multa”.

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