16 de março, de 2016 | 18:00

Diretor da Usiminas descarta “fechar as portas”

Roberto Maia afirma que usina trabalha forte para se recuperar


IPATINGA – O diretor de operação da usina de Ipatinga, Roberto Luis Prosdocimi Maia, descartou o termo “fechar as portas”, quando questionado sobre a possibilidade de a Usiminas encerrar as suas atividades. Na última segunda-feira, 14, ele representou o presidente, Rômel Erwin de Souza, em solenidade do Senai de Ipatinga.

“A gente escuta muito essa pergunta, se a Usiminas vai fechar as portas. A usina de Ipatinga é muito importante dentro do contexto industrial do País. Naturalmente, é necessário que continue com suas operações. Estamos trabalhando muito forte para que a empresa possa se recuperar desse momento”, afirmou.

O diretor observa que a usina teve de se adaptar ao tamanho do mercado e sua atual situação, conforme já foi afirmado pelo presidente em outras oportunidades. “Em razão dessa necessidade, evidentemente que paralisamos algumas linhas de operação. Mas estamos com dois altos-fornos em atividade e cumprindo com a demanda que existe atualmente no país”, reitera. 

A companhia ganhou novo fôlego na última semana, quando a proposta de aporte de até R$ 1 bilhão da Nippon Steel foi aprovada pelo Conselho de Administração da Usiminas. O valor que os japoneses se comprometeram a injetar na empresa, sozinhos ou não, atende à exigência dos bancos para alongar os vencimentos mais urgentes da dívida. O montante também atende à exigência da Sumitomo, sócia da Mineração Usiminas, para que se possa transferir parte do caixa da subsidiária para a controladora Usiminas. 
Wôlmer Ezequiel


roberto maia


Em comunicado oficial, dirigido ao mercado na manhã da última sexta-feira, antes da reunião do Conselho, o vice-presidente de finanças da Usiminas, Ronald Seckelmann, adiantou que a siderúrgica já está negociando o alongamento das dívidas com os bancos e que eles exigiram, como contrapartida, exatamente a proposta de capitalização da Nippon, aprovada pelo Conselho.

“Até aqui a Usiminas recebeu comunicações de seus principais credores exigindo comprometimento financeiro dos acionistas controladores em contrapartida de qualquer renegociação ou congelamento de dívidas, tendo recebido minutas de standstill (congelamento de dívidas) de tais bancos exigindo um valor mínimo de aumento de capital de R$1 bilhão”, citou Seckelmann.

Mais:

Mediação do governo no caso da Usiminas - 16/03/2016

Aporte de R$ 1 bi no caixa da Usiminas é bem visto por credores - 14/03/2016
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: [email protected]

Comentários

Aviso - Os comentários não representam a opinião do Portal Diário do Aço e são de responsabilidade de seus autores. Não serão aprovados comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes. O Diário do Aço modera todas as mensagens e resguarda o direito de reprovar textos ofensivos que não respeitem os critérios estabelecidos.

Envie seu Comentário