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16 de março, de 2016 | 18:00

Região tem 20 gestantes com zika vírus confirmado

Os municípios com mais casos são Coronel Fabriciano e Ipatinga


DA REDAÇÃO – A Secretaria de Estado de Saúde (SES) informou que, na Região e Colar Metropolitano do Vale do Aço, foram confirmados 20 casos de gestantes com doença aguda provocada pelo zika vírus. As confirmações por teste sorológico de amostras de mulheres grávidas com exantema, isto é, erupções na pele, ocorreram até 15 de março.

A Região Metropolitana do Vale do Aço (RMVA) concentra o maior número de casos por município. As cidades de Coronel Fabriciano e Ipatinga tiveram, cada uma delas, seis gestantes com confirmação da doença. Timóteo, por sua vez, registrou três casos.

Os outros municípios do Vale do Aço que confirmaram as suspeições de zika vírus em mulheres grávidas foram: Açucena (1); Braúnas (1); Ipaba (1); Mesquita (1) e Pingo D’Água (1).
Em todo o estado, 61 gestantes tiveram exantema com relação confirmada ao zika vírus. Ao todo, 283 casos foram notificados neste ano.

As gestantes que apresentam manchas vermelhas pelo corpo, os exantemas, têm prioridade na realização das análises para diagnóstico do zika vírus. Isso porque o vírus está relacionado com o nascimento de crianças com microcefalia, uma malformação em que o bebê nasce com crânio com tamanho menor que o normal.

Um novo estudo publicado na terça-feira (15) na revista médica "The Lancet", aponta que, nos casos de infecção pelo zika vírus no primeiro trimestre da gravidez, o risco da ocorrência de microcefalia é de aproximadamente 1%. A conclusão resultou da análise de dados do surto de zika que atingiu a Polinésia Francesa entre 2013 e 2014. No entanto, ainda há incertezas no caso brasileiro e o modelo do estudo não pode ser aplicado diretamente ao país, observam os autores da pesquisa.

Foram notificados em Minas Gerais 71 casos no protocolo de monitoramento da microcefalia até o dia 15 de março. Um caso se refere a um aborto espontâneo com associação a infecção pelo zika vírus, ocorrido no município de Sete Lagoas.

Em geral, os demais infectados desenvolvem sintomas considerados mais brandos da doença, como manchas vermelhas na pele, coceira e febre. Considerando as amostragens que foram enviadas à capital mineira, de acordo com o boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde, em 2016 foram confirmados laboratorialmente 10 casos de zika vírus em Minas Gerais, sendo cinco em Belo Horizonte, dois em Curvelo e um caso em Cataguases, um em Coronel Fabriciano e um em Uberaba.

Dengue
Em 2016, os quatro municípios que compõem a Região Metropolitana do Vale do Aço somaram 11.990 casos prováveis de dengue notificados à pasta até esta semana. O maior número está em Coronel Fabriciano, que informou à SES 5.033 registros. Em seguida, o boletim epidemiológico cita Ipatinga (3.325), Timóteo (3.311) e Santana do Paraíso (321). Em todo o estado, são 193.541 casos.
Neste ano, foram confirmados 19 óbitos por dengue. Nenhum dos casos ocorreu na Região e Colar Metropolitano do Vale do Aço. Ao todo, o estado possui 91 óbitos suspeitos de dengue sob investigação.

Chikungunya
Quanto à febre chikungunya, há seis casos confirmados no estado até o momento. Destes, três são residentes dos municípios de Belo Horizonte, Santa Vitória e Limeira do Oeste. Eles foram importados, com locais prováveis de infecção nos estados da Bahia, Alagoas e Sergipe, respectivamente. Outros três casos com confirmação laboratorial foram infectados no estado de Minas Gerais. Estes são de pessoas residentes em Belo Horizonte, Santa Luzia e Contagem.


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