17 de março, de 2016 | 17:14
Bancos devem congelar” dívida da Usiminas
Com caixa deteriorado, a Usiminas correria o risco de recorrer a um pedido de recuperação judicial
DA REDAÇÃO - A Usiminas, às voltas com sérias dificuldades financeiras, está em fase final de negociações com os bancos credores para negociar a operação de "stand still" (congelamento das dívidas). A informação é do jornal O Estado de S. Paulo. Com o caixa deteriorado, a Usiminas correria o risco de recorrer a um pedido de recuperação judicial, de acordo com algumas fontes.
Esse acordo, previsto para ser concluído entre até esta sexta-feira, 18, prevê o congelamento de pagamento aos bancos por 120 dias. Foi entregue uma confort letter (carta de conforto) aos bancos, que garante que a capitalização na siderúrgica será feita”, disse uma fonte próxima ao assunto. A operação de congelamento de dívida é defendida para que as negociações com os bancos sejam feitas com mais tempo.
Os bancos credores, entre eles, Santander, Itaú, Banco do Brasil, BNDES e JBIC (Japan Bank for International Cooperation), condicionaram o alongamento das dívidas a um novo aporte na companhia, já aprovado pelos acionistas na sexta-feira passada. O principal problema da Usiminas são as dívidas de curto prazo. Entre 2016 e 2017, os débitos a serem pagos somam quase R$ 4 bilhões. Só neste mês, vencem cerca de R$ 500 milhões.
Em uma eleição, o conselho de administração aprovou, por sete votos a três, a capitalização de R$ 1 bilhão na companhia. A Nippon, sócia japonesa que faz parte do bloco de controle, se dispôs a colocar o dinheiro sozinha, em caso de os outros sócios não aderirem ao aumento de capital. O dinheiro novo entraria no caixa da empresa em 60 dias.
A Ternium, do grupo ítalo-argentino Techint, também do bloco de controle, quis garantir apenas R$ 560 milhões, mas acabou sendo voto vencido. A acionista também defende que parte do caixa da Mineração Usiminas seja usado para capitalizar a companhia, completando o total de R$ 1 bilhão.
Segundo fontes próximas às negociações, a Ternium está tentando marcar uma nova reunião do Conselho de Administração para fazer valer sua decisão de um aporte inferior a R$ 1 bilhão. O grupo também busca mudanças na gestão. Entre os objetivos do movimento estaria o de evitar a diluição da participação dos acionistas minoritários no negócio.
Os dois sócios não se entendem desde setembro de 2014, quando partiram para o litígio. Na semana passada, durante reunião do conselho, houve consenso, por unanimidade, de que a Usiminas precisaria ser capitalizada, apesar da divergência dos valores. (As informações são do jornal O Estado de S. Paulo).
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