24 de março, de 2016 | 15:30

Escola desenvolve ações para manter a cidade limpa

“Todos Contra o Aedes aegypti” envolve também a participação de professores e a direção


DA REDAÇÃO - Um projeto de educação ambiental desenvolvido pela Escola Educação Criativa pretende mudar a realidade do bairro Vila Ipanema, em Ipatinga. As áreas públicas até então utilizadas como ponto para descarte irregular de materiais inservíveis e entulhos, passaram a contar com a “proteção” dos cerca de 400 alunos da unidade de ensino, com idades entre 2 e 10 anos. Lançado em fevereiro, o projeto “Todos Contra o Aedes aegypti” envolve também a participação de professores e a direção da escola, com ações educativas a serem realizadas no bairro durante o ano.

A coordenadora pedagógica da Escola Educação Criativa do Vila Ipanema, Lígia Márcia Ferreira Brandão, conta que o projeto “Todos Contra o Aedes aegypti” nasceu de forma espontânea, após uma reunião em que os pais dos alunos reclamaram sobre a quantidade de lixo descartado irregularmente nas ruas e calçadas, em especial nas proximidades da sede da instituição e ao longo da rua Flamengo, o principal acesso ao bairro. “Dalí em diante, decidimos fazer algo que contribua para a cidade ficar sempre limpa e conservada, promovendo uma série de atividades de educação ambiental e conscientização no bairro”, descreve.

Num primeiro passo, os alunos foram orientados e saíram às ruas para mapear os “pontos críticos” com lixos descartados irregularmente em áreas públicas. Posteriormente, munidos de panfletos com dicas de ações para evitar a proliferação dos focos do mosquito Aedes aegypti, os estudantes abordaram moradores, comerciantes e frequentadores do bairro, chamando a atenção sobre a importância da participação de todos na mobilização.

“Pedimos à população para colaborar e fazer a sua parte, cuidando de suas próprias casas. Essa luta contra o mosquito da dengue, chikungunya e zika é uma tarefa de todos nós”, justifica a aluna Maria Alice Paula, de 9 anos, empolgada com os resultados positivos e a boa aceitação do projeto.

A mobilização também rende atividades pedagógicas em salas de aula, sob a coordenação dos professores da unidade. Dentro do processo de avaliação, os alunos respondem questões relacionadas à educação ambiental e de combate ao Aedes aegypti. Uma das tarefas foi a elaboração de várias cartas enviadas à Sesuma, com objetivo de manifestar sobre a situação do bairro e sensibilizar o poder público na campanha.

“Se cada morador cuidar do seu quintal e da porta de sua casa, não vamos ter problemas com essas doenças e ainda teremos uma cidade mais limpa”, reflete a aluna Sofia Oliveira Assis, de 9 anos, que diz não ficar inibida na hora de abordar os moradores e pedir para não jogarem lixo nas ruas. “As dicas que aprendi para combater o mosquito, como evitar água parada em vasos de plantas e colocar as garrafas vazias de cabeça para baixo, serão praticadas na minha casa para sempre”, finaliza a aluna, prometendo manter, ao lado dos colegas, “vigilância permanente” para garantir que o bairro continue limpo e conservado.
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