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31 de março, de 2016 | 16:45

Vistoria técnica pode determinar abertura de hospital

Na reunião foi discutida a reabertura e o custeio das operações da unidade


DA REDAÇÃO - A audiência pública realizada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), em Belo Horizonte, para debater a reabertura do Hospital Regional Jacques Gonçalves Pereira, em Cachoeira Escura, definiu a visita à unidade de uma equipe da Secretaria de Estado da Saúde, que irá à Belo Oriente, entre os dias 10 e 15 de abril. O objetivo é realizar uma vistoria técnica nas instalações do hospital.

Na reunião, que durou quase cinco horas na quarta-feira (30), foi discutida a reabertura e o custeio das operações da unidade, que está pronta para funcionar desde o fim de 2014. O encontro foi realizado por iniciativa do deputado estadual José Célio Alvarenga, Celinho do Sinttrocel (PCdoB).

Para o parlamentar, a audiência cumpriu um papel importante para a definição oficial de um prazo para questões técnicas que envolvem a conclusão do processo para a reabertura da unidade. "A representante da Secretaria de Estado da Saúde foi muito firme ao discorrer quanto a necessidade da visita até o dia 15 de abril para confirmar a decisão desta reabertura", afirmou o deputado. A servidora mencionada pelo deputado é a superintendente de Redes de Atenção à Saúde, Ana Augusta Coutinho, que representou o secretário de Estado de Saúde, Fausto Pereira dos Santos.

Celinho lembrou que a reabertura da unidade ajudaria a minimizar o déficit de 400 leitos hospitalares na região e aliviaria o sofrimento da população local e de municípios próximos como Periquito, Naque e Braúnas, todos no Vale do Aço. “A realidade da segunda região metropolitana do Estado, é de superlotação”, reclamou. Ele apelou ao governo de Estado para que reabra o quanto antes o hospital. “A unidade está toda reformada, por meio de investimentos do atual governo e do anterior”, citou.

O prefeito de Belo Oriente, Pietro Chaves Filho, registrou que o Hospital Jaques Gonçalves Pereira teve sua construção iniciada há mais de 20 anos, e começou a funcionar em 2004. Em 2012, por falta de recursos, a unidade foi fechada. No ano seguinte, foi firmada parceria com o Governo do Estado para reforma e ampliação no valor de R$ 4 milhões, ampliando-se os leitos de 36 para os 50 atuais.

Pietro defendeu a reserva de 25 desses leitos para longa permanência e ainda para receber os pacientes de urgência e emergência do Samu. Ele se comprometeu a investir na unidade o mesmo percentual sobre o orçamento municipal que investem os municípios de Coronel Fabriciano e Timóteo, na Região Metropolitana do Vale do Aço. Salientou ainda que Belo Oriente conta com mão de obra qualificada, pois o município investiu na formação de médicos, enfermeiros, técnicos enfermagem e de radiologia, entre outros profissionais úteis a um hospital.

A definição da data da visita técnica dos representantes da Secretaria de Estado da Saúde (SES) às dependências do hospital também foi avaliada como o "principal fato" da audiência pelo prefeito Pietro Chaves. "Com isso, a nossa expectativa é a melhor possível. Saio confiante da audiência", encerrou.


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