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08 de abril, de 2016 | 17:48

Audiências pautam desastre de barragem em Mariana

O primeiro encontro será às 9h30, na Câmara Municipal de Aimorés, na mesorregião do Vale do Rio Doce


DA REDAÇÃO - A Comissão Interestadual Parlamentar de Estudos para o Desenvolvimento Sustentável da Bacia do Rio Doce (Cipe Rio Doce) realiza duas reuniões plenárias na próxima quinta-feira (14) para debater os impactos da tragédia ocorrida em Mariana em 5 de novembro de 2015, sobre a bacia do Doce. A primeira audiência pública será às 9h30, na Câmara Municipal de Aimorés, na mesorregião do Vale do Rio Doce, e a segunda, às 18h, ocorre na Câmara de Colatina, no Espírito Santo.

Os deputados dos dois estados vão debater os impactos do rompimento da barragem de rejeitos da Samarco Mineração e também apurar a real situação estrutural e organizacional do Comitê Nacional da Bacia Hidrográfica do Rio Doce e de seus comitês regionais em Minas Gerais e no Espírito Santo. O objetivo é conhecer as demandas, a situação dos territórios sob a jurisdição dos comitês e a implementação dos instrumentos da Política Nacional de Recursos Hídricos.

Celise Laviola, que preside a comissão da ALMG, destaca que as reuniões em Aimorés e Colatina servirão para unir e organizar os esforços dos vários comitês regionais de bacia com o objetivo de garantir a recuperação do Rio Doce em toda a sua extensão. "São esses comitês que sabem a real situação do rio, tanto antes da tragédia quanto agora. Eles têm capacidade técnica e estudos sobre o que pode ser feito, mas esse esforço precisa ser organizado nos dois estados. Afinal, o Rio Doce tem sua importância tanto para os municípios mineiros quanto capixabas", afirma.
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