28 de abril, de 2016 | 18:00

No aniversário de Ipatinga, moradores falam sobre os anseios para a cidade

Em ano de eleição municipal, expectativa é por melhoria em setores como o desenvolvimento e saúde


IPATINGA – Neste dia 29 de abril, Ipatinga celebra 52 anos de sua emancipação político-administrativa. Em um ano eleitoral, a expectativa pelas ruas da cidade é por mudança e melhoria em áreas como desenvolvimento econômico, saúde e limpeza urbana. Apesar de a situação no país não ser favorável, a esperança de estudantes como Matheus de Andrade e do desempregado Max do Carmo, é de que boas novas cheguem ao município.

O ano de 2016 não tem sido fácil para a região. No mês de fevereiro, o setor que mais fechou vagas de emprego no Vale do Aço foi o comércio. Um total de 247 oportunidades com carteira assinada deixou de ser gerada no período. As informações são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego. Observando todos os setores pesquisados pelo Caged, o Vale do Aço fechou 351 postos de trabalho no período. O saldo recuou 71,9% com relação ao mês de janeiro deste ano, quando 1.251 postos foram perdidos.

A extinção de vagas no comércio subiu 17,6% em fevereiro em comparação com o mês anterior. A indústria fechou 123 postos e a área de serviços e construção civil mantiveram resultado praticamente nulo frente à variação absoluta entre admissões e desligamentos. Em atenção ao município de Ipatinga, o Caged informa que 342 vagas de trabalho formal foram fechadas em fevereiro. No município, os setores que mais perderam oportunidades foram: construção civil (169), comércio (125) e indústria (92).  
Wôlmer Ezequiel


matheus


O município tem convivido com problemas básicos, o que seria explicado pela queda de arrecadação, conforme a administração municipal. Atraso no pagamento de servidores da ativa e aposentados e de direitos como férias e 13º são alguns dos problemas enfrentados por Ipatinga.

Além disso, a principal empresa da região, a Usiminas, ainda vive momentos de instabilidade, em razão da crise do aço e do desacerto entre seus acionistas. Somente há poucos dias houve entendimento sobre um aporte financeiro, o que permitiu à siderúrgica respirar um pouco mais aliviada. Até mesmo o salário da diretoria foi reduzido, em medida alinhada à estratégia de corte nas despesas da empresa, em um contexto de queda no mercado do aço, o que reafirma a situação delicada da Usiminas e, consequentemente de Ipatinga, que arrecada impostos da siderúrgica.  

Anseio
O estudante Matheus de Andrade, de 14 anos, pontua que a crise atinge a todos no país. Ele avalia que, se houvesse uma melhora em Ipatinga, seria bom, por ser uma cidade importante para a região. “Para mudar, precisa da ajuda das pessoas. Mas a mudança passa, na maioria das vezes, pela política. Para Ipatinga, desejo hospitais melhores e riqueza também. Mas se der uma olhada à nossa volta, está tudo sujo, se tivesse alguém com responsabilidade, cuidaria melhor da cidade”, resume. 

Já Max Márcio do Carmo, que está desempregado, observa que a situação não está boa e que o município carece de mudanças. “Precisa melhorar e muito. Precisamos de geração de emprego para todos, tem muito pai de família necessitado. Falta também limpeza, falta muita coisa. Este é um bom ano para mudanças, principalmente para quem está no governo mostrar serviço. Falta muito para ficar bom, mas se tiver mais emprego, já melhora. Desejo à Ipatinga só coisas boas”, destaca. 
Wôlmer Ezequiel


max


Pioneiro celebra a data

Um dos pioneiros de Ipatinga, o empresário Walter de Lima Salles, é só elogios à cidade. Ele participou da comissão que emancipou o município, que, em sua avalição, cresceu muito ao longo dos últimos anos.
“Ipatinga melhorou demais e hoje é uma cidade avançada, bem equipada, com muitos bairros grandes. O Bom Jardim, por exemplo, é uma pequena cidade. Outros cresceram também, como o Cariru. Nos deixa satisfeitos poder dizer que tivemos uma participação na emancipação”, disse.

Para o empresário, que também foi presidente da Associação Comercial (Aciapi), Ipatinga atravessa um momento de crise, assim como o Brasil inteiro. “Estamos atravessando uma crise econômica. Entretanto, Ipatinga como é uma cidade evoluída, tem seus problemas, mas está indo bem e atravessando isso. Pedimos a Deus que recupere logo e volte ao normal, como era antes”, destaca.

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