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28 de abril, de 2016 | 17:59

Ipatinga festeja 52 anos

Mesmo com muitos problemas, cidade ainda pulsa com boas perspectivas


O município de Ipatinga comemora nesta sexta-feira, 29 de abril, seus 52 anos de emancipação administrativa e política. Dos índios Botocudos que habitavam a região à inauguração da Estrada de Ferro Vitória a Minas, da criação do Grupo de Congado do Ipaneminha à inauguração da Usiminas, das ruas de terra onde se matavam porcos à emancipação, em 29 de abril de 1964, a cidade viveu momentos de glória e fastio.

Daí surgiu um povo orgulhoso de sua capacidade desenvolvimentista. Os que vieram de fora para voltar se arraigaram, criaram família e raízes, e aos poucos, foram transformando Ipatinga em uma cidade voltada para o futuro, com uma malha viária invejável, um amplo sistema hoteleiro, um sistema educacional abrangente.

Os tempos atuais são de cintos apertados, exigem medidas drásticas e adaptações, mas o potencial não se perdeu, lateja, indica boas perspectivas de futuro, bastando fazer ajustes acreditar.

História

Por volta de 1930, a Estação Ferroviária "Pedra Mole", nas proximidades do local que viria a ser o Bairro Cariru, foi transferida após sucessivas tentativas de transposição da foz do Ribeirão Ipanema. O trajeto da Ferrovia Vitória-Minas, que margeava o Rio Piracicaba desde 1922, foi alterado para a Rua Belo Horizonte, no atual Centro.

A nova estação originou um povoado, hoje centro tradicional de Ipatinga, que, junto com a Barra Alegre, foram os primeiros da região. A antiga denominação de Barra Alegre (Água Limpa), repetiu-se na formação da palavra i+pa+tinga, ou "pouso de água limpa"  na língua tupi.

Em 1934, uma comissão da Companhia Belgo Mineira chegou à estação de Ipatinga com a finalidade de explorar a região, visando a produção de carvão vegetal para o abastecimento dos altos-fornos da usina de Monlevade.

Pouco depois foi criada uma escola para atender os filhos dos trabalhadores. Em meados de 1957, Ipatinga limitava-se à pequena estação da estrada de ferro, pouco frequentada e quase desconhecida, e pequeno núcleo populacional.

O povoado foi elevado à categoria de distrito com o nome de Ipatinga pela Lei n.º 1.039, de 12-12-1953, pertencente ao município de Coronel Fabriciano.

O traçado viário de logradouros acanhados, o pontilhão de ferro sobre o Ribeirão Ipanema e Estação Memória na rua Belo Horizonte, antigo leito dos trilhos, juntamente com as lojas da avenida 28 de abril (antes, rua do Comércio), são testemunhos daquele povoado que pertencia ao município de Antônio Dias e, em 1953, tornou-se distrito de Coronel Fabriciano, precursor da Ipatinga Industrial de hoje.

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