04 de maio, de 2016 | 18:00

Trabalhadores da Educação protestam em Ipatinga

Sem nova proposta de reajuste salarial, sindicato demonstra insatisfação com manifesto


IPATINGA – O Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais Subsede Ipatinga (SindUTE) promoveu um protesto nessa quarta-feira (4), em frente à prefeitura. Conforme o coordenador do sindicato, Jodson Sander Oliveira, o protesto foi motivado após a administração municipal não ter apresentado novo percentual de reajuste para a pauta de reivindicação da categoria. Ele explica que foi solicitado reajuste da lei do piso, que é de 11,36%.

Jodson Oliveira pontua que, além do protesto, grande parte das escolas, tiveram as atividades paralisadas na quarta-feira. Agora, a entidade vai realizar uma nova assembleia para deliberar sobre outras ações que pretendem pressionar a administração municipal.

“Essas ações terão como termômetro o próprio governo e sua resposta. Hoje (quarta-feira) tivemos um percentual bom de escolas paradas por completo e com vários outros educadores que aderiram ao movimento. Temos uma crise sem precedentes, mas sabemos que não somos quem tem que pagar essa conta. Existe uma lei e ela deve ser cumprida”, aponta o sindicalista. 

A presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Ipatinga (Sintserpi), Marcione Menezes Andrade, que também marcou presença no local, lembrou que a entidade prestou apoio ao SindUTE, por compartilhar do “fantasma do reajuste zero”, que começa a retornar.

Ela frisa que o trabalhador, em 2016, sem reajuste, terá uma perda grande, porque em 2015 o percentual de 12,43% foi dado no mês de dezembro. “Ficamos o ano inteiro sem reajuste. Chegando em 2016 com essa perspectiva de reajuste 0%, é um desgaste muito grande para nós. Nosso poder aquisitivo diminui e é um índice que depois é muito difícil de recuperar”, salienta. [[##1307##]]

A categoria permanece em estado de greve, manifestando com luto e panfletagem. “Não aceitamos a política trabalhista que a prefeitura tem implementado. Temos tentado que reveja seu posicionamento e que faça nossa recomposição deste ano”, concluiu.

PMI
O secretário municipal de Administração, Vicente Costa, pontua que a administração e a prefeita Cecília Ferramenta (PT) têm buscado atender a questão dos servidores. Ele observa que a crise vivida pelo país é pública e atinge Ipatinga, que teve queda em sua arrecadação, registrando, no primeiro trimestre de 2016, mais de 20% de queda de ICMS.

Vicente Costa pondera que o município tenta efetuar o pagamento dos servidores, acertar a dívida e pagar em dia. Entretanto, destaca, a reivindicação dos sindicatos gira em torno de 15% e o município não tem condições parta atender essa reivindicação.

“As receitas caíram e os serviços como limpeza urbana e saúde precisam ser prestados. A dificuldade é muito grande para o pagamento de pessoal. No momento, não temos condições de aplicar o reajuste”, afirma.

Apesar da situação difícil, o secretário destaca que a prefeitura mantém o diálogo aberto. “Estamos vivendo a pior crise que a Prefeitura de Ipatinga já enfrentou. Os servidores da educação estão recebendo em dia e sua reivindicação é a reposição de 15% do salário e isso não temos condições de dar”, reitera Vicente Costa.
 

Já foi publicado:

Servidores de Ipatinga deliberam por estado de greve - 27/04/2016

Categoria deflagra greve em Timóteo - 04/05/2016

 
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