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11 de maio, de 2016 | 16:05

Estudantes são vítimas de cyberbullying em Ipatinga

Vítimas são adolescentes e frequentam o mesmo círculo social


Os crimes virtuais no Brasil aumentam cada vez mais. De acordo com o relatório da Conferência da ONU sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad), o país está entre as cinco nações com mais crimes cibernéticos do mundo.

Um desses crimes é o cyberbullying, que consiste na prática de humilhações e ameaças nas redes sociais e outros aplicativos. O cyberbullying tem duas características principais.
A primeira delas é a prática incessante do crime, uma vez que a internet possibilita o contato 24 horas entre criminoso e vítima. A outra característica é a possibilidade do agressor agir no anonimato e muitas vezes não ser descoberto.

Nesta semana, cinco adolescentes, alunas de um colégio particular de Ipatinga, foram vítimas deste crime. As garotas foram ameaçadas por um homem que usou um perfil falso no Facebook. Em entrevista ao Diário do Aço, uma das jovens explicou que o usuário “fake” solicitava a senha do perfil, ameaçando publicar fotos compartilhadas no Whatsapp delas.

A estudante, que não terá o nome revelado a pedido dela, afirmou que ficou surpresa com a ação, porém manteve a calma. “Não sou de inimizades, não esperava ser atacada via internet, Mas eu continuei tranquila”, afirma.

Entretanto, sob pressão, outras jovens forneceram a senha do facebook para o “fake”, dando assim, acesso às informações particulares. Logo em seguida, as estudantes alteraram a senha para bloquear o acesso do possível criminoso.

“Algumas das minhas amigas ficaram nervosas e acabaram repassando a senha, depois o perfil falso pediu fotos nuas e disse que iria publicá-las”, destaca a estudante.

Para a jovem a pessoa que pode estar praticando o crime é alguém próximo à elas e as mantêm sob vigilância. “A pessoa sabe com quem a gente conversou no dia e onde nós estávamos”, acrescenta.
As cinco adolescentes foram à 1º Delegacia Regional de Polícia Civil, em Ipatinga, e formalizaram a queixa, que passa a ser investigada. A estudante informou que a Polícia Civil acatou a queixa e estipulou prazo para a investigação.

“Fomos à Delegacia e prestamos queixa. Os policiais nos instruíram que, dentro de uma semana, farão os procedimentos necessários e darão retorno para nós”, completa.

Campanha

Visando coibir ações como estas, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), mantém a Coordenadoria Estadual de Combate aos Crimes Cibernéticos (Coeciber), que desenvolve medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis à efetivação do combate aos crimes cibernéticos no estado.

A Polícia Civil de Minas também possui a delegacia específica para esses crimes, a Delegacia Especializada em Investigação de Crimes Cibernéticos (DEICC). Além disso, vítimas podem buscar apoio e orientações junto as ONG’s desta área, por exemplo, a SaferNet Brasil.

De acordo com a ONG citada, as violações contra as quais os brasileiros mais a pedem auxílio são aquelas relativas a exposição íntima e ao cyberbullying.

 
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