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16 de maio, de 2016 | 18:00

Conselheiro da Usiminas se reúne com aposentados

Luiz Carlos Miranda esteve na sede da AAPI, nesta segunda-feira


IPATINGA – Na condição de conselheiro da Usiminas, Luiz Carlos Miranda se reuniu com aposentados e trabalhadores de Ipatinga, na Associação dos Aposentados e Pensionistas de Ipatinga (AAPI). Durante o encontro, ocorrido nessa segunda-feira (16), o sindicalista ouviu o que os trabalhadores pensam sobre a atual situação da empresa. Na semana passada, a reunião do Conselho de Administração da siderúrgica foi suspensa, após determinação judicial.

O conselheiro explica que foram repassadas algumas informações sobre o que ocorreu na semana passada e, ainda, sobre a “nova” Usiminas e o que precisa ser feito para o seu futuro. Luiz Carlos avalia o momento como crítico e lembrou que ainda não se sabe se irá ocorrer a reunião da próxima quinta-feira (19).
“Desde o momento em que fui eleito, procuro buscar o acordo. Tenho conversado e buscado equilíbrio. O que está mais ou menos sacramentado é a possibilidade de um acordo quanto à separação. A Ternium ficaria com Cubatão e a Nippon Steel com Ipatinga. Isso não é para agora, mas está em conversações”, adianta.

Enquanto a situação não é resolvida, pontua o conselheiro, a Usiminas precisa sobreviver. Dentro da pauta da reunião do conselho existem várias assuntos. Primeiro, segundo ele, é preciso cassar (tornar nulas) as liminares concedidas, que suspendem a reunião do conselho até que se chegue a um entendimento do Judiciário. Ele observa que três ações foram impetradas, uma pela Nippon; uma pela Usiminas em Belo Horizonte, que suspendeu a participação da CSN no conselho de administração; e outra liminar impetrada pela Nippon e pela Terninum, em Brasília, que também propõe a exclusão da participação de conselheiros da CSN na administração.

“Essa (ação) tem um entendimento correto. Me parece que a Usiminas tem razão, porque não pode ser conselheiro de uma empresa, o seu concorrente direto. Caso contrário, as estratégias da empresas estarão nas mãos do  adversário”, pondera. Caso não ocorra a reunião, o conselheiro avalia como prejudicial para a empresa.

Ele acrescenta que tem trabalhado politicamente, fazendo o papel de mediador junto aos acionistas, para buscar uma alternativa que beneficie a todos os acionistas.

Justiça
Sobre a interferência do Judiciário, Luiz Carlos acredita que seja ruim para uma empresa que está com problemas econômicos, tentando renegociar a dívida com o banco. Para ele, cria-se uma preocupação em quem vai emprestar o dinheiro. A intervenção do Judiciário prejudica ainda mais.

“Isso é coisa de quem quer atrapalhar, como é o caso da CSN, porque ela quer assumir o mercado. Isso pode ser uma entrada judicial estratégica, para em vez de buscar renegociar suas dívidas, a Usiminas tenha de se preocupar em defender de ação do adversário, que a quer cada vez mais no fundo do poço. É preciso atenção para preservar a história da empresa”, conclui. 
 

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Adiada reunião do Conselho da Usiminas - 12/05/2016
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