18 de maio, de 2016 | 16:49

Manifesto na porta da Prefeitura

Agentes de Saúde e de Combate às Endemias promovem paralisação de advertência, em Ipatinga.


Com apitos, faixas e palavras de ordem, os Agentes de Saúde e de Combate às Endemias realizaram um manifesto simbólico em frente a Prefeitura de Ipatinga, na tarde da quarta-feira (18).

A paralisação faz parte da Mobilização Nacional dos Agentes de Saúde, que luta por diversas reivindicações como a valorização da categoria e reajuste salarial, congelado em 2014.

Na cidade, somando as duas classes, o número total é de 412 profissionais. De acordo com a Presidente do Sintserpi, Marcione Menezes, os trabalhadores lutam contra as Portarias de nº 958 e 959, do Ministério da Saúde.

“Estamos aqui em repúdio à Portaria nº958 e 959, que prevê uma possível substituição dos agentes por técnicos de enfermagem. Isto é desmerecer a nossa classe”, explicou a presidente.

Porém, segundo a Diretora de Comunicação do sindicato, Alcione Nascimento, os agentes também buscam por melhorias no âmbito do Poder Executivo Municipal.

“Os agentes fizeram algumas reclamações em relação às condições de trabalho no município, como a falta de reajuste do auxílio alimentação e as precárias condições de trabalho. Vamos tentar mobilizar a prefeita de nos conceder alguns desses direitos sem a intervenção do governo federal”, salientou Alcione. [[##1328##]]

A Diretoria do Sintserpi informou que um documento com as reivindicações dos agentes seria entregue no final do manifesto.

Até o fechamento desta matéria, a PMI informou que não recebeu a pauta de reivindicação da categoria e somente se posicionará após tomar conhecimento da mesma. Ainda destaca que é uma categoria regida por uma legislação federal, que precisa ser cumprida em todos os municípios do país.

A agente de saúde, Luciene Araújo, acredita que, com a união da categoria e com o manifesto simbólico, os pedidos a nível federal e municipal serão atendidos.

“Acredito que o número de agentes que estão aqui possa motivar as outras pessoas a lutarem pelos seus direitos. Se a gente não fala nada parece que a gente está satisfeitos, mas nós não estamos”, desabafa Luciene. 

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