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20 de maio, de 2016 | 18:00

Obras do Minha Casa, Minha Vida são retomadas

Construção no bairro Bom Jardim foi paralisada no mês de janeiro, adiando o sonho de diversas famílias


IPATINGA – As obras dos apartamentos do Programa Minha Casa, Minha Vida, no bairro Bom Jardim, foram retomadas na última quarta-feira (18). O advogado Carlos Castilho, que atua na defesa da Associação Habitacional de Ipatinga (AHI), informou que, desde o mês de janeiro, a construção estava paralisada. Apesar da retomada, a AHI está suspensa pela Justiça Federal para administrar e coordenar o programa em Ipatinga.

No ano passado, 102 apartamentos subsidiados pelo Programa Minha Casa Minha Vida foram entregues pela AHI no bairro Parque das Águas. Há ainda mais 300 unidades populares em construção no bairro Bom Jardim. Castilho relata que os apartamentos já estão em fase de acabamento, restando aproximadamente 22% para a conclusão. Conforme o representante da AHI, as famílias estão ansiosas para tomar posse dos imóveis.

Em obediência à determinação da juíza federal em Ipatinga, Dayse Starling, o Ministério das Cidades e a Caixa Econômica Federal, nomearam uma comissão das famílias de mutuários do Bom Jardim III, que assumiu a coordenação da obra.

“A ordem da juíza causou um prejuízo de mais de R$ 1 milhão, em termos de atraso, perda e roubo de material. Mas, a duras penas, mesmo com a troca de governo, as obras retomam em marcha lenta. O dinheiro certamente não vai dar para encerrar, apenas para avançar um pouco mais e fazermos gestão para ver se chega mais verba”, aponta o advogado.

Ele observa que não há previsão de construção de novos apartamentos pelo Minha Casa, Minha Vida, enquanto a associação não demonstrar à juíza federal que a sua decisão foi tomada em cima da criminalização do movimento social. 
Bruna Lage


Castilho


“A associação está se defendendo judicialmente. Estamos pedindo o direito de demonstrar a verdade dos fatos, desmoralizando o inquérito policial fajuto, fundado em cima de mentiras, mas que serviu de suporte para o procurador da República ofertar a Ação Civil. O documento induziu a juíza ao erro, porque ela decidiu em cima dele”, aponta Castilho.

Renda
O advogado destaca que ainda não houve audiência, mas a defesa escrita está pronta, aguardando a oportunidade para que as pessoas possam falar para a juíza. “Gostaríamos que ela fosse ao local e visse no rosto de cada família se são carentes e necessitadas, ou se não são, conforme fala esse inquérito mentiroso”, reitera.

A construção dos apartamentos é voltada para famílias de baixa renda, de até RS 1.600, que não podem ter nenhum outro imóvel. “Não há grandes dificuldades, por exemplo, se a pessoa estiver devendo ao SPC, Serasa, não importa. Em caso de separação, esse imóvel fica com a mulher, para dar proteção à parte mais fraca na relação”, conclui.
 

Já foi publicado:

“Existe uma onda de criminalizar o movimento social” - 20/02/2016
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