16 de junho, de 2016 | 16:30
Estiagem prejudica municípios da Bacia Hidrográfica do Rio Doce
Membros dos comitês que compõem as porções mineira e capixaba voltam a atenção aos efeitos
DA REDAÇÃO - Com precipitações abaixo do esperado em toda a Bacia Hidrográfica do Rio Doce, membros dos comitês que compõem as porções mineira e capixaba da Bacia voltam a atenção aos efeitos da estiagem e buscam alternativas para a garantia dos usos prioritários em regiões críticas.
No colegiado, uma câmara técnica, formada por membros dos Comitês e técnicos de entidades voltadas à gestão dos recursos hídricos, foi criada para acompanhar os reflexos de situações como a falta de água, períodos de cheia e cianobactérias: a Câmara Técnica de Gestão de Eventos Hídricos (CTGEC).
Paralelamente ao trabalho da CTGEC, representantes dos CBHs desenvolvem ações de conscientização sobre o uso da água e articulam ações mitigadoras, como a criação de Acordos de Cooperação Comunitária (ACCs).
Segundo dados da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais Serviço Geológico do Brasil (CPRM), desde outubro de 2011 são registradas precipitações abaixo da média histórica.
Apesar de terem sido observadas chuvas dentro da normalidade no período chuvoso de 2015 a 2016, a situação continua grave em boa parte do Estado. De acordo com a entidade, as análises das precipitações e das vazões, de março de 2014 até o mês de maio de 2016, permitem afirmar que esse é um dos mais rigorosos períodos de seca em parte da área de atuação da CPRM.
Avaliando os dados levantados, observou-se que em todas as bacias monitoradas, o total acumulado em outubro 2015 a maio de 2016 é menor do que o total acumulado da média histórica de outubro a maio, sendo um dos anos mais secos da série histórica em diversas localidades de Minas Gerais.
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