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28 de junho, de 2016 | 17:09

Prefeitura mantém proposta e greve de servidores continua

Em nota oficial, administração afirma que ofereceu o máximo permitido e vê uso partidário-eleitoral do movimento


Com atualização às 18h40 de 29/6 para inserir nota oficial da Prefeitura de Ipatinga

A greve dos servidores públicos de Ipatinga chega ao seu nono dia sem sinalização de consenso entre o poder público e a categoria. Após a realização de nova assembleia, na noite de segunda-feira, os servidores decidiram continuar a paralisação.

A presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Ipatinga (Sintserpi), Marcione Menezes Andrade, explica que, após reunião com a administração municipal e, posteriormente, a assembleia com a categoria, foi mantida a paralisação, até que sejam apresentados novos termos. 

A Prefeitura encaminhou contraproposta de 4,5%, sendo 2% em agosto e 2,5% em setembro para os professores e para o restante da categoria 2% em setembro e 2,5% em dezembro. Ao mesmo tempo, retirou a proposta de pagamento férias. O que foi colocado, cita a sindicalista, é que a prefeitura pagaria férias somente para quem tivesse três benefícios vencidos. Essa proposta foi rejeitada. Segundo ela, caso sejam pagos somente os servidores que têm três férias vencidas, esse número seria pequeno, uma vez que não representam 10% da categoria que está em greve.

Eles reivindicam uma data fixa para o pagamento mensal e que seja igual para todos os servidores. Atualmente, acrescenta a presidente, a prefeitura paga no 5º dia útil os trabalhadores de nível 1 ao 5. Os servidores da educação, celetistas e o restante recebe o pagamento até o dia 20, mas sem data específica.

“É necessário que se estipule uma data única para a categoria inteira. Em relação às férias, pedimos que sejam pagas no mínimo as atrasadas, para não gerar esse problema o ano que vem. Em relação ao índice oferecido, pedimos que pague de acordo com o que foi oferecido aos professores”, ponderou.

Ainda conforme Marcione Menezes, a greve continua até que a prefeitura tenha uma proposta de equacionar a situação das férias, de definição de data de pagamento, que o índice não fique tão desigual e a categoria tenha direito de receber os 4,5% da mesma forma como ofertada aos professores.

NOTA OFICIAL 

A Prefeitura de Ipatinga divulgou, no começo da noite desta quarta-feira (29), nota em que lamenta a decisão do Sindicato dos Servidores Municipais (Sintserpi), de não acatar a proposta de reajuste salarial oferecida ao funcionalismo.

"Os 4,5% de recomposição oferecidos representam o máximo permitido pela legislação eleitoral e pela Lei de Responsabilidade Fiscal e ainda atingiu o limite suportável pelos cofres do município, em virtude da grave crise financeira vivida por todas as cidades do país. Mesmo reajuste já havia sido aprovado pelos servidores da Educação, cujo projeto de lei encontra-se na Câmara para análise.

A administração municipal sempre manteve um diálogo franco e responsável com os representantes da categoria, tentando chegar a um acordo antes do encerramento do prazo legal para concessão de reajuste, em virtude do calendário eleitoral.

Vale destacar que apenas nos primeiros quatro meses do ano, Ipatinga perdeu mais de R$ 34 milhões de receita, o que vem exigindo um esforço ainda maior para assegurar a manutenção dos serviços básicos à população, como saúde, limpeza urbana e educação.

Paralelamente, o governo municipal tem se esforçado também para assegurar o pagamento dos servidores e viabilizar a reposição de perdas salariais. Nos últimos anos, mesmo diante de um quadro totalmente adverso, a prefeitura concedeu reajustes de 6 % em 2013, 6,75 % em 2014 e 8,42 % em 2015.

A Prefeitura de Ipatinga tem priorizado o pagamento dos servidores, como sempre fez desde 2013, mas depende da evolução das receitas municipais para poder atender todas as reivindicações dos trabalhadores.

A Prefeitura de Ipatinga lamenta ainda a utilização do movimento dos trabalhadores por pessoas com interesses eleitorais, medida que em nada contribui para o processo. Revela apenas o oportunismo daqueles que tentam se aproveitar da séria crise vivida pelo município para defender interesses inconfessáveis", conclui a nota.
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