19 de julho, de 2016 | 17:39

HMU adota técnica avançada de cirurgia cardíaca

Hospital Metropolitano começa a se tornar referência em cirurgias modernas


DA REDAÇÃO - Em menos de um ano de funcionamento, o Hospital Metropolitano Unimed Vale do Aço (HMU) começa a se tornar referência em cirurgias modernas. Após o bebê, que foi submetido a uma redução manométrica com soro fisiológico de intussuscepção intestinal guiada por ultrassom, agora há cerca de 25 dias um menino de seis anos passou por uma cirurgia de fechamento do canal arterial por via percutânea. Foi a primeira vez que esse tipo de procedimento foi feito em uma criança na região.

O processo cirúrgico foi realizado pelo cardiologista Edmundo Clarindo Oliveira, cardiologista, mestre e doutor pela UFMG, em conjunto com a equipe da cardiologia intervencionista e da pediatria do HMU. Participaram da cirurgia os médicos Pedro Paulo Neves de Castro, Marco Antonio Nazaré de Castro e Guilherme Abreu Nascimento, cardiologistas e hemodinamicistas; Milton Afonso Ferreira, pediatra; Divino de Barros, anestesiologista; e o enfermeiro Isaac Balbino, todos da Unimed Vale do Aço.

“O Dr. Edmundo Clarindo é uma das maiores referências do país no tratamento de cardiopatias congênitas. Ele é de Belo Horizonte, mas sempre que temos casos nesta área ele vem fazer os procedimentos. Ele usa toda nossa estrutura, nosso maquinário, nossa internação e se precisar o suporte da UTI”, disse Guilherme Abreu.

Para o pediatra Milton Afonso, esse tipo de cirurgia feita no Vale do Aço traz benefícios tanto para família, quanto para o paciente, além de mostrar que a região possui um hospital com todas as condições tecnológicas necessárias. “O garoto já era paciente dele, tinha consultado algumas vezes em Belo Horizonte. A cirurgia seria realizada na capital, mas ele disse que viria aqui, já que nosso hospital tem toda estrutura para realizar um tipo de cirurgia que usa o que existe de mais avançado”, revelou o médico.

Segundo os médicos, o paciente possuía diagnóstico de Persistência do Canal Arterial (PCA). A PCA é uma comunicação entre a aorta, que é um vaso de pressão alta, com a artéria pulmonar, um vaso de pressão baixa. A consequência dessa comunicação é que uma quantidade excessiva de sangue estava indo para os pulmões, o que podia causar complicações graves. “Assim que a criança nasce, esse canal fecha normalmente na primeira semana, a não ser em casos especiais, como prematuros. Agora se o canal se mantém aberto, em alguma fase você precisa fechar. No prematuro, por exemplo, a gente fecha com medicação. No caso dessa criança foi feita a cirurgia”, comentou Milton Afonso.

“A repercussão pro dia a dia é muito pequena e essa é a grande vantagem. E é bom lembrar que a eficácia desse tratamento é igual da cirurgia tradicional, com uma agressividade muito menor e com o retorno para a atividade diária muito rápido. Em três meses ela já pode voltar a praticar atividades físicas”, explicou Guilherme Abreu.

Hemodinâmica
O setor de Hemodinâmica da Unimed Vale do Aço funciona 24 horas por dia, sete dias na semana no Hospital Metropolitano. No local são recebidos pacientes com casos de urgência e emergência de infartos, onde são realizados cateterismos e outros tipos de intervenções. “Se o paciente sentiu qualquer tipo de dor no peito, e suspeita de um infarto, deve procurar nosso pronto-socorro, e nossa equipe é acionada imediatamente. Temos uma ótima equipe especializada e equipamentos modernos de última geração para fazer esse tipo de atendimento”, revelou Guilherme Abreu.
 
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