20 de julho, de 2016 | 17:19
Conselheiro e ex-prefeito discutem situação da Usiminas
Luiz Carlos e o ex-prefeito Sebastião Quintão reuniram durante encontro na sede do Solidariedade
IPATINGA O ex-prefeito Sebastião de Barros Quintão se reuniu na manhã dessa quarta-feira (20), na sede do Solidariedade, em Ipatinga, com o membro do Conselho de Administração da Usiminas, Luiz Carlos Miranda. Na reunião, eles avaliaram diversos assuntos, destacando-se a preocupação com o atual momento vivido pela Usiminas, considerada a alavanca do desenvolvimento regional.
Luiz Carlos explicou que Sebastião Quintão quis saber como estão as negociações para acertar os rumos da Usiminas, inclusive, as divergências entre os dois principais acionistas da empresa, Nippon Steel & Sumitomo Metal Corporation (NSSMC) e Ternium/Techint, acerca da governança corporativa, haja vista que isso atinge diretamente a questão social e econômica do município e da região. Ele, como cidadão e ex-prefeito de Ipatinga, também se sente na obrigação de entrar na caminhada em defesa da Usiminas. Isso é importante para nós, nesse momento, porque temos que pacificar os ânimos entre os acionistas, e fazer com que a população do Vale do Aço retome a confiança para desenvolver o seu trabalho”, concluiu o conselheiro.
Luiz Carlos também informou que, recentemente, apresentou solicitação do conselho, junto à direção da Usiminas, recomendando a realização de um estudo de viabilidade de reforma do alto-forno número 1, que está abafado (paralisado) enquanto a Usiminas compra placas da CSA, no Rio de Janeiro, para laminar na planta em São Paulo, que parou de produzir placas em dezembro passado. A reforma do alto-forno vai gerar emprego, renda e a qualidade da empresa. Além disso, evitaria a demissão de pessoal do nível gerencial”, enfatizou.
Sobre a negociação da dívida da Usiminas com os bancos, Luiz Carlos explicou que, até o próximo dia 27, toda a negociação deverá estar concluída. A atual diretoria da Usiminas faz uma renegociação em torno de dez anos, estabelecendo o prazo de três anos para pagamento de juros, e sete anos para pagar o principal.
Associada à negociação da dívida e entendimento entre os sócios, a Usiminas tem outro desafio pela frente, que é a adequação à nova realidade do mercado. A Usiminas tem capacidade para produzir e negociar 9,5 milhões de toneladas de aço, mas o mercado interno consome apenas 4 milhões de toneladas. Devemos ter a preocupação de que a empresa continue a funcionar bem, pois são milhares de pessoas que têm sua vida profissional associada a essa companhia”, destacou.
Embora a empresa faça adequação no nível gerencial, Luiz Carlos explicou que, na semana anterior, a Usiminas contratou funcionários para a área de operação, linha de frente e manutenção. Já a Usiminas Mecânica, no mês de junho, contratou 120 funcionários. Nossa expectativa é que, a continuar o trabalho da atual diretoria, até o fim do ano a Usiminas Mecânica volte a contratar mais mão de obra”, concluiu.
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