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20 de julho, de 2016 | 17:49

Artes plásticas de luto

Artista e pintora Mírian D’Arc Franco Oliveira morre em Coronel Fabriciano


A artista plástica Mírian D’Arc Franco Oliveira faleceu nesta quarta-feira (20), e seu corpo está sendo velado no Cemitério Parque Vale da Saudade, onde o sepultamento ocorrerá nesta quinta-feira (21), às 9h.

Mírian D’Arc Franco era filha de Ercina de Araújo (Naná) e do pioneiro José Anastácio Franco, o Juiz de Paz que assinou a ata de instalação do município de Coronel Fabriciano e comerciante na cidade desde 1930, proprietário por muitos anos da Casa Franco, que ficava ao lado do armazém do Coronel Silvino Pereira, no antigo calçadão.

Mírian teve como irmãos Pedro Célio, Antônio Élcio, Celma Deuse, Benedito Celso, José Maurício, Francisca Elení, Maria Imaculada, Geraldo Ildeo, Darcy Lúcio e Rose Mary.

A vida pessoal de Mírian sempre foi marcada pela discrição, e ela fazia questão de preservar o marido e filhos das suas atividades como artista plástica de muito sucesso.

Foi entre a preparação de uma mamadeira e outra para os filhos que Mírian D’Arc Franco descobriu que o seu flerte com a arte estava se tornando cada vez mais sério. Antes da chegada dos filhos, na década de 1970, apenas brincava, riscando no papel os traços de pessoas conhecidas, nos intervalos do trabalho como contadora.

Após abandonar os números, Mírian foi buscar qualificação em cursos de história da arte, papel artesanal, pintura em acrílico e até restauração. Com o passar dos anos, a própria casa se tornou um ateliê onde quadros de temática religiosa dividem espaço com telas que retratam cenas típicas das cidades do interior de Minas Gerais.

“Um dos trabalhos de que eu mais gosto é a Santa Ceia que eu fiz buscando elementos da região. Os apóstolos foram pintados com capacetes”, descrevia a artista plástica, que também pintou a Via-Crucis que ornamenta as paredes da Igreja do Sagrado Coração de Jesus, no Bairro Cariru, em Ipatinga.

O talento e as exposições ajudaram a artista a construir uma carreira. Mírian participou da Exposição Essas Mulheres, promovida pela Fundação Aperam Acesita, desde a primeira edição, e esteve lá 17 anos. Acabou se tornando conhecida no Vale do Aço, e chegou a ocupar um espaço no Shopping Vale do Aço. Fez muitos cursos e ministrou outros para repassar seus conhecimentos aos demais artistas.
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