22 de julho, de 2016 | 17:22
Audiência discute situação de rua no Caladinho de Cima
O debate foi promovido pelo vereador Luciano Lugão (PROS)
DA REDAÇÃO - Cerca de 60 moradores do bairro Caladinho de Cima compareceram ao plenário da Câmara Municipal de Coronel Fabriciano (CMCF) para a audiência pública que tratou das obras e indenizações a serem executadas nas ruas Poti, Tupinambás, Tapajós, Uruguai e Vale Verde. O debate foi promovido pelo vereador Luciano Lugão (PROS), por meio do Requerimento nº 93/2016 no dia 20.
Na abertura da reunião, o parlamentar afirmou que os moradores da rua Poti foram visitados nos últimos dias por estagiários do setor de Habitação da prefeitura, que teriam afirmado que dez famílias que residem naquela rua seriam indenizadas e, seis, reassentadas, com o objetivo de que a via urbana deixasse de existir no setor que compreende as moradias a partir do nº 162, sob a alegação de riscos à população”.
Os moradores então entraram em pânico e ficaram com receio. Há famílias que moram naquele local há mais de 70 anos. Houve, portanto, uma série de informações desencontradas, entre elas, a de que eles teriam que deixar suas casas em 30 dias após a visita promovida”, explicou Luciano Lugão.
A secretária municipal de Planejamento Urbano, Lusia Rabello, por sua vez, afirmou que a ocorrência de possíveis fatalidades, por causa da insegurança do local é uma questão de tempo. Ali, existe um loteamento que não deveria existir, reunindo uma série de condições que fragilizam muito a segurança das moradias. São necessárias intervenções, ou seja, a impermeabilização de algumas áreas, bem como drenagens e a colocação de placas de sinalização que alertem para o elevado risco”, frisou a representante da administração municipal.
Amparo
Luciano Lugão lembrou que os moradores da rua Poti estão amparados pela lei, em razão de serem proprietários legais dos imóveis. Não é só chegar e retirar as pessoas. Não é só chegar e pagar indenizações. Não é só levar os moradores para um aluguel social de R$ 300. Podemos discutir uma nova análise de solo, visto que a análise que fala dos riscos foi apresentada pela administração municipal. Não temos o documento da análise de solo apresentado pelos moradores, por exemplo. Portanto, temos que ter muita calma, de modo que não haja precipitação nas decisões, o que poderá comprometer toda uma comunidade. Mesmo que o muro custe mais caro do que indenizar os moradores, defendo a construção do muro e a consequente manutenção das famílias alojadas há tanto tempo naquele local”, reiterou.
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