28 de julho, de 2016 | 17:25
Ebitda ajustado da Usiminas cresce 31% no 2T16
Companhia também registrou recuo de 19% do seu prejuízo líquido
DA REDAÇÃO - A Usiminas registrou, no segundo trimestre de 2016, R$ 68 milhões de Ebitda ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação, amortizações e impairment), o que representa um resultado 31% maior que os R$ 52 milhões registrados nos três primeiros meses de 2016. Na mesma base de comparação, a margem do indicador aumentou 0,8%, passando de 2,5% para 3,3%. A companhia também registrou recuo de 19% do seu prejuízo líquido, reduzindo de R$ 151 milhões, no primeiro trimestre deste ano, para R$ 123 milhões, nos três meses seguinte.
De abril a junho deste ano, as vendas de aço da Usiminas ficaram estáveis. Do total vendido, 13% foram exportações e 87% destinados ao mercado interno. No primeiro trimestre do ano, as vendas domésticas representaram 84% do total.
Uma das estratégias para retomada da Usiminas é o controle do capital de giro. No segundo trimestre de 2016, o capital de giro da Usiminas teve queda em relação ao período anterior, com recuo de 3%, de R$ 2,2 bilhões para R$ 2,1 bilhões. No segundo trimestre deste ano, a empresa reduziu 9% o seu estoque de aço. Se comparado com o mesmo período de 2015, houve uma queda de, aproximadamente, 50% dos estoques.
No segundo trimestre de 2016 houve uma redução significativa dos investimentos, em comparação com o período imediatamente anterior, caindo de R$ 70 milhões, entre janeiro e março, para R$ 50 milhões, no período de abril a junho. A diminuição de quase 30% pode ser explicada pela maior seletividade nos investimentos para adequação à geração de caixa no cenário atual de baixa demanda.
Aumento de Capital
Com o objetivo de reforçar o caixa da companhia, a Usiminas fez duas emissões de novas ações, ordinárias e preferenciais, totalizando R$ 1,050 bilhão, aproximadamente. Em 3 de junho, o Conselho de Administração homologou o Aumento de Capital de ações preferenciais, totalizando o montante de cerca de R$ 50 milhões. O processo de aumento de capital de R$ 1 bilhão, que ocorreu por meio da emissão de ações ordinárias, se iniciou ao longo do segundo trimestre e foi homologado em 19 de julho.
A posição de caixa da Usiminas atingiu R$ 2,7 bilhões, no segundo trimestre deste ano, sendo R$ 871,5 milhões deste valor referente à operação de aumento de capital.
Ao final do segundo trimestre do ano, a dívida bruta consolidada era de R$ 7,1 bilhões, contra R$ 7,3 bilhões no final do primeiro trimestre, representando uma redução de 2,7%. Em junho de 2016, a companhia concluiu mais uma importante etapa na reestruturação de sua dívida, assinando, com os credores brasileiros e debenturistas, um termo vinculante com condições específicas para conclusão da operação, dentre elas, prazo total de 10 anos, período de carência de 3 anos, taxas de juros, obrigações, covenants, dentre outras ações. As negociações com os bancos japoneses estão em andamento e têm previsão de encerramento até o prazo final do acordo de standstill, em setembro deste ano.
Siderurgia
Em relação ao Ebitda ajustado das operações de siderurgia, houve um crescimento no segundo trimestre, em comparação com o primeiro, passando de R$ 46 milhões para R$ 50 milhões, representando uma alta de 8%. O Ebitda ajustado da siderurgia, sem considerar os efeitos extraordinários, aumentou de R$ 11 milhões, nos três primeiros meses do ano, para R$ 91 milhões, no segundo trimestre.
As vendas de minério de ferro contribuíram para o desempenho no segundo trimestre, com alta da ordem de 15% no preço da commodity. Apesar da redução de 19% do montante vendido, de 974 mil toneladas no primeiro trimestre para 787 mil toneladas no segundo trimestre, a empresa exportou, no período, cerca de 170 mil toneladas. As operações de minério de ferro registraram um Ebitda ajustado de R$ 21 milhões, no segundo trimestre de 2016. No primeiro trimestre do ano, a mineração havia registrado um Ebitda ajustado de R$ 11,9 milhões negativo.
Grupo dos 10 prioriza medidas de reestruturação
O presidente da Usiminas, Sergio Leite, destaca a criação de um comitê interno, a partir do início de junho de 2016, batizado de Grupo dos 10”, que reúne profissionais da companhia para priorizar medidas de reestruturação e recuperação da sustentabilidade da empresa.
O grupo estabeleceu cinco frentes prioritárias para viabilizar a retomada da companhia: (1) Cubatão, a fim de encontrar soluções que tornem o negócio sustentável; (2) Ipatinga, com o objetivo de otimizar os processos industriais; (3) Recursos Humanos, com o intuito de promover a reestruturação organizacional e desenho macro da gestão de pessoas; (4) Contratos, que busca oportunidades de redução de despesas; e (5) Receitas, a partir do aumento de preços e volumes.
As ações desse grupo ainda não estão refletidas nas informações do segundo trimestre de 2016, mas a expectativa é que seus resultados já possam ser observados ao longo dos próximos meses”, pontua Leite.
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