04 de janeiro, de 2017 | 18:07
Presidente da Câmara de Caratinga afirma que cumpriu ordem judicial
O presidente afirma que a lei também prevê que Ronilson pode participar das reuniões
[imageme5383]O presidente da Câmara de Caratinga, Valter Cardoso de Paiva (DEM), e o secretário Diego de Oliveira, se viram em meio a uma polêmica de repercussão nacional, ao conduzirem, na terça-feira (3), a posse do vereador Ronilson Marcílio Alves, 42 anos (PTB). Preso desde o dia 19 de dezembro de 2016, depois de ser diplomado pela justiça eleitoral, Ronilson tomou posse na Câmara de Caratinga por força de um mandado judicial.
Valtinho, como é conhecido o novo presidente do Legislativo, disse que apenas cumpriu uma determinação judicial dando posse ao colega vereador. Ainda segundo o presidente, a lei prevê que Ronilson poderá, se necessário, participar das reuniões, porém sob escolta policial.
Questionado se os vereadores se sentirão à vontade com a presença de Ronilson nas reuniões, caso o colega continue preso, o presidente pontuou que essa avaliação depende do que cada um pensa. Valtinho afirmou que ele deveria ter sido julgado pela gestão passada, quando o fato aconteceu, mas que estará ouvindo o anseio da sociedade, fazendo o que for preciso. É um fato complicado, não estou dando posse com alegria, preferia que o vereador estivesse chegando de uma viagem com a família, de um passeio, mas não vindo da prisão”, resumiu.
No ato da posse, uma moradora de Caratinga fez uma manifestação solitária na porta do Legislativo. Ela segurava um cartaz com os dizeres. Fora. Ronilson #nãonosrepresenta #cassaçãojá”.
Acusação
Uma investigação da Polícia Civil aponta Ronilson e seu chefe de campanha, Giorge Carvalho Lima, e mais dois comparsas, Bruno dos Anjos Freitas e Alessandro Augusto Teixeira Pinheiro como autores de uma extorsão. O grupo estaria exigindo R$ 200 mil para não divulgar imagens e documentos que poderiam comprometer a honra do padre José Antônio Nogueira, de Caratinga. Giorge, Bruno e Alessandro também se encontram detidos.
Defesa
O advogado Dário José Soares Júnior, que atua na defesa de Ronilson, informa que aguarda a denúncia do Ministério Público para estabelecer a linha de trabalho. A ação penal ainda não está formalizada. O essencial para a Câmara é que Ronilson venha às reuniões, mas estamos contando com período de recesso para obter êxito na sua soltura, mas a postura da Câmara futuramente não se sabe”, observou Dário Júnior.
A defesa já ingressou com dois pedidos de habeas corpus. O primeiro, junto ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais, foi negado. Foi encaminhado, então, outro pedido ao Superior Tribunal de Justiça, também negado. Apesar disso, o advogado acredita que o vereador ainda poderá exercer seu mandato. (Com informações do Diário de Caratinga).
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William
05 de janeiro, 2017 | 12:14Analfabetismo e não saber votar da nisso.”