22 de janeiro, de 2017 | 12:00
Mercado formalizado cresce na região
Ao todo, o estado possui 729.746 Microempreendedores Individuais (MEI) formalizados, já no Vale do Aço são 19.955, dos quais 10.802 são de Ipatinga
Tiago AraújoComo 2016 foi um ano em que muitos brasileiros ficaram desempregados, a alternativa encontrada por alguns foi abrir seu próprio negócio. A prova disso é que, no ano passado, Minas Gerais teve 109.645 pessoas que formalizaram seu negócio para trabalhar dentro da lei, segundo os dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).
Ao todo, o estado possui 729.746 Microempreendedores Individuais (MEI) formalizados, já no Vale do Aço são 19.955, dos quais 10.802 são de Ipatinga. Outros 4.470 são de Coronel Fabriciano, em Timóteo são 3.509 e em Santana do Paraíso são 1.174.
O analista técnico do Sebrae em Ipatinga, Feliphe Borges da Costa, explica, em entrevista ao Diário do Aço, quais são as características para se enquadrar no MEI. A pessoa para ser considerada um microempreendedor, tem que trabalhar por conta própria, não ter participação em outra empresa como sócio ou titular e possuir um faturamento anual de até R$ 60 mil, além de poder ter apenas um contratado”, esclarece.
Benefícios
Os principais benefícios dos formalizados citados pelo analista técnico são: emissão de nota fiscal, possuir o Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), estar regularizado perante a prefeitura para poder exercer a atividade econômica, direito à benefícios, preço mais acessível da mercadoria dos fornecedores e etc.
A formalização é gratuita e feita pelo site www.portaldoempreendedor.gov.br. Além disso, o MEI fica isento dos impostos federais (Imposto de Renda, PIS, Cofins, IPI e CSLL), pagando apenas o valor fixo mensal de R$ 47,85 (comércio ou indústria), R$ 51,85 (prestação de serviços) ou R$ 52,85 (comércio ou indústria com serviços), destinado à Previdência Social e ao ICMS ou ISS. Essas quantias são atualizadas anualmente, de acordo com o salário mínimo.
Riscos
O analista técnico também avisa sobre os riscos que os empreendedores correm quando não se formalizam. Se os órgãos fiscalizadores adotarem medidas mais rígidas em relação à fiscalização, podem ser que alguns negócios sofram algum tipo de penalização, principalmente aqueles que apresentam mais riscos para a população, como os setores de alimentação”, alerta o analista técnico.
Plano B”
Segundo o analista técnico, as pessoas que estão desempregadas não devem enxergar sempre o empreendedorismo como uma segunda alternativa, porque abrir e manter um negócio não é tão simples como muitos pensam.
Se o indivíduo não se identifica com esse segmento ou não procura estar buscando mais conhecimento, pode ser que ela não tenha o resultado que espera. A pessoa não pode abrir uma empresa pensando que é uma saída para o desemprego. Tem que pensar muito nessas horas, estudar todas as alternativas possíveis antes de tomar qualquer decisão, porque às vezes a pessoa desempregada pega todo o dinheiro dela para investir em algum negócio, porém não planeja muito bem e aí acaba perdendo todo o dinheiro dela. Por isso tem que tomar muito cuidado”, informa o analista técnico sobre como as pessoas precisam se planejar bem antes de abrir o próprio negócio.
Caso
A enfermeira com especialização em Estética, Patrícia Abdalla Freitas Pires, decidiu buscar a formalização há pouco tempo para poder investir mais na sua clínica de estética, no bairro Cariru, em Ipatinga.
Decidi correr atrás da formalização para ter minha contribuição para aposentadoria e também ter a oportunidade de fazer crescer meu negócio. Quando a gente abre o MEI, passa a ter muita facilidade, como conseguir comprar um material mais em conta por causa do CNPJ ou ter um plano de saúde com o preço mais acessível”, informa a especialista em Estética.
A profissional também comenta sobre a facilidade de formalizar. É muito simples. Tem o suporte do Sebrae o que facilita ainda mais. Então vale muito a pena se formalizar. No meu caso, dentro de poucos dias já vou poder formalizar meu negócio”, disse.
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Marileusa Guimarães Santos Almeida
25 de janeiro, 2017 | 14:19Amei a reportagem”