24 de janeiro, de 2017 | 16:03

CBH-Piracicaba defende ações do Plano Municipal de Saneamento

Representantes do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Piracicaba conversaram com o prefeito de Ipatinga Sebastião Quintão (PMDB)

Secom/ PMI
Líderes do Comitê da Bacia Hidrográfica foram recebidos pelo prefeito e o secretário de Serviços Urbanos e Meio AmbienteLíderes do Comitê da Bacia Hidrográfica foram recebidos pelo prefeito e o secretário de Serviços Urbanos e Meio Ambiente
Acompanhado do Secretário Municipal de Serviços Urbanos e Meio Ambiente, Gilmar Luciano Alves, o prefeito de Ipatinga, Sebastião Quintão, recebeu, nessa terça-feira (24), em seu gabinete, a visita dos ambientalistas Flamínio Guerra Guimarães e José Ângelo Paganini, presidente e vice do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Piracicaba (CBH-Piracicaba). Eles foram oferecer seus préstimos à nova administração da cidade com vista à captação de recursos para operacionalizar ações do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB).

Em Ipatinga, o PMSB contempla quatro eixos do setor de saneamento: abastecimento de água, esgotamento sanitário, manejo de resíduos sólidos e drenagem urbana. Com custo de R$ 1,4 milhão e elaborado integralmente com recursos oriundos da cobrança pelo uso da água na Bacia do Rio Piracicaba, o documento norteia as políticas públicas no setor de saneamento para os próximos 20 anos, descritas em 1,3 mil páginas. A Agência de Água da Bacia Hidrográfica do Rio Doce, AGB Doce - Instituto BioAtlântica (IBIO), que trabalha sob a coordenação do CBH-Piracicaba, foi credenciada para a execução.

Bacia do Piracicaba

Uma exigência básica da Funasa - Fundação Nacional de Saúde - para que os municípios estejam aptos a receber investimentos das esferas superiores de governo nesta área, o Plano de Saneamento objetiva a melhoria da salubridade ambiental, proteção dos recursos hídricos e promoção da saúde pública. Conforme os dirigentes do Comitê, na Bacia do Piracicaba apenas o município de São Gonçalo do Rio Abaixo ainda tem pendências para conclusão do documento. Foram despendidos cerca de R$ 4 milhões para elaboração dos planos, em toda a Bacia.

A Bacia Hidrográfica do Rio Piracicaba tem 5.465,38 Km² de área, representando cerca de 1% do território do Estado de Minas Gerais. O rio Piracicaba possui 241 Km de extensão. Nasce em Ouro Preto e segue até o bairro Cariru, em Ipatinga, onde se encontra com o rio Doce. Seus afluentes são os rios Turvo, Conceição, Una, Machado, Santa Bárbara, Peixe e Prata. Além dos rios mais significativos, ao longo do seu curso, o Piracicaba recebe a descarga de quase uma centena de córregos e ribeirões, os quais compõem sua rede de drenagem.

Estima-se que 800 mil pessoas vivem na Bacia do Piracicaba, que compreende 21 municípios: Alvinópolis; Antônio Dias; Barão de Cocais; Bela Vista de Minas; Bom Jesus do Amparo; Catas Altas; Coronel Fabriciano; Ipatinga; Itabira; Jaguaraçu; João Monlevade; Mariana; Marliéria; Nova Era; Ouro Preto; Rio Piracicaba; Santa Bárbara; Santana do Paraíso; São Domingos do Prata; São Gonçalo do Rio Abaixo e Timóteo.

Células de integração

Dizendo-se um “apaixonado pela terra”, o prefeito Sebastião Quintão enfatizou ter todo o interesse de mobilizar, sobretudo, o homem do campo para integrar-se às iniciativas de preservação dos cursos hídricos, dos quais dependem em seu dia a dia para as mais diversas atividades.

O prefeito de Ipatinga se dispôs a liderar um movimento junto às Associações Microrregionais de Municípios para criação de células de integração que possam maximizar os efeitos das medidas planejadas. “A aproximação desse contingente de pessoas também é importante para que o cidadão urbano venha a se conscientizar ainda mais do papel do agricultor para o abastecimento das cidades, e possa estabelecer com ele uma relação mais sensível e de maior companheirismo”, acrescentou Quintão.
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