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26 de janeiro, de 2017 | 17:01

Aprovado projeto que prioriza vagas em creches para filhos de vítimas de violência doméstica

O projeto é de autoria do presidente da Câmara de Ipatinga, vereador Nardyello Rocha (PMDB)

Divulgação CMI
Projeto de lei de autoria do presidente da Casa, Nardyello Rocha, foi aprovada pela maioria Projeto de lei de autoria do presidente da Casa, Nardyello Rocha, foi aprovada pela maioria
O Projeto de Lei 01/2017, destinado a garantir prioridade de vaga em creche para filhos de mulheres vítimas de violência doméstica, de natureza física ou sexual em Ipatinga, foi aprovado na Câmara Municipal. O projeto é de autoria do presidente da Câmara de Ipatinga, vereador Nardyello Rocha (PMDB). Aprovado por 17 votos contra um, a matéria foi apreciada na segunda sessão ordinária da nova legislatura. No uso da tribuna, quarta-feira (25), Nardyello defendeu a aprovação e destacou que a sua elaboração foi amplamente discutida e embasada.

“Ao criar o projeto queremos alcançar duas metas. A primeira é, de fato, garantir a preferência de vagas para estas crianças em creches próximas às suas residências. E, em segundo lugar, que este projeto incentive as mulheres vítimas de agressão a fazerem a denúncia, pois com a ocorrência teremos números mais reais do que os atuais e, consequentemente, novas medidas para combater a violência”, explicou o parlamentar.

Segundo Nardyello, em Ipatinga, existem atualmente 500 medidas protetivas tomadas a favor das mulheres vítimas de agressão. “São mais de 1.200 ocorrências registradas, sem contar casos em que a vítima não faz a denúncia. Essas mulheres precisam trabalhar; muitas delas vivem com o agressor, em vulnerabilidade. Elas não têm com quem deixar seus filhos e não têm a garantia de que serão assistidas perto de sua residência”, completou.

Conforme o PL, a creche municipal – direta, indireta ou conveniada – é responsável pelo atendimento. O critério para matrícula será a apresentação da cópia do boletim de ocorrência expedido pela Delegacia Especial de Atendimento à Mulher; notificação do serviço de saúde com a configuração do gênero da violência; e ainda, ter acompanhamento pelo Centro de Referência de Assistência Social (CRAS).

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Comentários

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Gildázio Garcia Vitor

26 de janeiro, 2017 | 17:41

“Prioridade de vaga em creche deveria ser para mulheres trabalhadoras, vítimas ou não de violência doméstica e/ou sexual.”

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