09 de fevereiro, de 2017 | 18:02
Defesa de Pietro Chaves busca habeas corpus na Justiça
Ex-prefeito de Belo Oriente reclama da prisão decretada pela Justiça e lembra que foi em seu governo que se iniciou sindicância para apurar desvios
O ex-prefeito de Belo Oriente, Pietro Chaves, está recolhido ao presídio de Açucena, à disposição da Justiça da Comarca. Como não possui curso superior, o político divide uma cela comum, com outros presos. Caso sua defesa não consiga um habeas corpus, junto ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), ficará no mínimo 30 dias preso.No começo da noite de quarta-feira (8) Pietro foi preso preventivamente por ordem judicial, na terceira fase da Operação Perfídia, que investiga um esquema criminoso que desviava recursos públicos com o artifício de funcionários fantasmas na Prefeitura de Belo Oriente.
Ao confirmar que já recorre para liberar o cliente, a defesa também afirmou que o ex-prefeito considera desnecessária, injusta e constrangedora a prisão preventiva e reafirma que sua gestão deu início, em 2016, a uma sindicância para apurar denúncias de desvio de recursos públicos.
Arquivo DA
Defesa afirma que Pietro considera prisão injusta e espera habeas corpus para sair da cadeia de Açucena
Defesa afirma que Pietro considera prisão injusta e espera habeas corpus para sair da cadeia de Açucena Com o ex-prefeito foram presos, o vereador Edson Celso Anselmo, o Disson, e o ex-servidor municipal Helder Fernandes Silva. Ambos já tinham sido presos na primeira fase da investigação do esquema, que já teve mapeados 80 nomes.
A prisão preventiva dos três foi expedida pela Justiça da Comarca de Açucena. A ação foi coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), formado pelo Ministério Público, polícias Militar e Civil, em apoio à Promotoria de Justiça de Açucena. Conforme o Gaeco, as prisões preventivas são decorrentes da identificação das condutas proeminentes e reiteradas dos autores dos delitos".
A terceira fase da operação, que passou a investigar também fraudes em licitações, foi anunciada no dia 26 de janeiro, com foco em fraudes nas licitações da Prefeitura de Belo Oriente, nas gestões anteriores.
Disson e Helder já tinham sido presos na primeira fase da operação, em dezembro passado, e estavam soltos por força de um habeas corpus, mesmo benefício conseguido pelo ex-chefe do departamento pessoal da Prefeitura de Belo Oriente, Cleufas Rodrigues de Souza.
Naquela oportunidade, representantes do próprio município e da Câmara Municipal afirmaram conhecer as fraudes e a organização criminosa que atuava em prejuízo ao patrimônio público e com a finalidade de enriquecimento ilícito de seus operadores.
Na segunda fase, mais cinco pessoas foram recolhidas preventivamente, porque não estavam contribuindo com as investigações e ainda dificultavam a localização dos investigados. Nesta sexta-feira, o Gaeco divulgará, em entrevista à imprensa, detalhes da terceira fase da Operação Perfídia.
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Hugo Flávio
10 de fevereiro, 2017 | 14:50Ah... eram esses que disseram que a Dilma e o Lula são corruptos? hmm.... comecei a entender.”