17 de fevereiro, de 2017 | 17:01

Professor publica artigo sobre alternativas renováveis de energia

Para o docente, no Brasil, o forte viés para a construção de hidrelétricas deve ser motivo de preocupação e debate público

Divulgação
Christiano Pessanha, do curso de Sistemas de Informação do UnilesteChristiano Pessanha, do curso de Sistemas de Informação do Unileste
O professor Christiano Pessanha, do curso de Sistemas de Informação do Centro Universitário do Leste de Minas Gerais (Unileste), teve o artigo intitulado “Gestão da informação para fomentar o processo decisório de viabilidade de construção de fontes alternativas renováveis de energia” publicado na Revista O Futuro da Energia, da Gerência de Estudos Tecnológicos e Alternativas Energéticas da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig).

O artigo, escrito em coautoria com os pesquisadores do projeto “Gestão da informação para fomentar a sustentabilidade da carteira de geração de energia elétrica com fontes renováveis alternativas”, da Escola de Ciência da Informação da UFMG, relata os resultados da pesquisa que é parte do projeto firmado entre a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (FAPEMIG) e a Cemig, cujo objetivo inclui aplicar a gestão da informação direcionada ao processo decisório de concessionárias energéticas.

A pesquisa busca trabalhar a questão: onde, no Brasil, há disponibilidade de geração (em vigor e potencial) de energia eólica, solar, biomassa e PCH e como o processo decisório poderá ser auxiliado pela organização das informações coletadas? O intuito final da pesquisa é prover o suporte para a avaliação de indicadores não tangíveis que dizem respeito aos empreendimentos de geração de energia elétrica renovável.

Motivação da pesquisa

De acordo com o docente, "atualmente, a humanidade vive uma extrema dependência em relação a combustíveis fósseis para a produção de eletricidade. O crescimento da produção de energia elétrica com uso de fontes alternativas renováveis é uma tendência mundial, principalmente levando-se em consideração as questões climáticas e o esgotamento dos recursos fósseis. Com a diminuição dos custos, aumenta-se a competitividade dessas fontes, elevando assim a sustentabilidade da matriz energética, tanto pelo fato de serem menos agressivas ao meio ambiente quanto aos seus impactos sociais”, explica Pessanha.

Para ele, no Brasil, o forte viés para a construção de hidrelétricas deve ser motivo de preocupação e debate público, considerando que as obras hidrelétricas projetadas provocam impactos devastadores e irreversíveis para o meio ambiente. “Além disso, em um cenário de mudanças climáticas marcado por tendências de acirramento de estiagens na região norte e nordeste, a redução da dependência em relação à hidroeletricidade, com a diversificação de fontes renováveis, torna-se aconselhável”, avalia o professor.
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