13 de abril, de 2017 | 16:05
Sonômetro é testado por pesquisadores da UFMG e PRF
Para a PRF a mistura de sono e volante foi a causa presumível de 4.056 desastres nas estradas, em 2016
A Polícia Rodoviária Federal testa, neste feriado da Páscoa, o Sonômetro. Para a PRF a mistura de sono e volante foi a causa presumível de 4.056 desastres nas estradas, em 2016. A pedidos da corporação, um professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), criou o sonômetro, equipamento que mede a fadiga e a sonolência de condutores e foi testado, na manhã desta quinta-feira (13) na BR-381 (Fernão Dias), que liga Belo Horizonte a São Paulo.
O professor Marco Túlio de Mello, da Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional explica que, para o teste, o motorista sobe em uma balança adaptada para medir os movimentos do corpo. Os dados são enviados para softwares desenvolvidos para analisar a fadiga e a sonolência por meio do equilíbrio.
A estratégia é alertar eventuais condutores que não estarão aptos a seguir a viagem naquela condição de saúde. O professor explica que, à medida que um indivíduo vai ficando acordado, o desequilíbrio dele aumenta”. E acrescenta: Há estudos que mostram que, se a pessoa ficar 19 horas acordada, é como se ela estivesse bêbada para dirigir. Fica muito desequilibrada”.
O estudo tem uma limitação que precisa ser sanada. O resultado ideal seria obtido se houvesse um comparativo sobre os parâmetros do "antes e o depois" de um indivíduo. O projeto prevê que seja realizado nos próximos dias o teste com três mil pessoas. "Com várias pessoas, poderemos tirar uma curva de graus, uma normalidade, um resultado mais aplicável à população. Quando isso ocorrer, poderemos fazer apenas um teste (para saber o resultado sem a necessidade de dois exames)”, completou Marco Túlio.
Neste feriado de Páscoa, trânsito é feito com restrições para alguns veículos de cargaMAIS FOTOS
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