07 de junho, de 2017 | 09:28
A atitude é a alma do negócio
Marcelo Vianna
Você tem sorriso na voz? Cumprimenta o porteiro da empresa pela manhã? As perguntas podem parecer um pouco estranhas ou exageradas, mas têm feito cada vez mais sentido no mercado de trabalho. Nunca antes o quesito comportamento foi tão valorizado e comentado no mundo. O que há alguns anos era aceitável, devido ao conhecimento técnico, hoje não é mais tolerável.E já não era sem tempo, precisamos aprender a exercitar a nossa humanidade e resiliência; uma vez que cada dia mais as características antes inerentes a algumas profissões têm se expandido e tomado o lugar do que era dedicado ao tecniquês. Pensando nisso, vale a pena refletir sobre alguns conceitos que o mundo tem desenhado e podem te ajudar em uma oportunidade ou no seu atual emprego.
Como anda o seu CHA?
Dizem que somos contratados pelo nosso conhecimento e demitidos por conta da atitude. Faz sentido, especialmente tendo em vista que CHA é a sigla para Conhecimento, Habilidade e Atitude, e que é por meio da união desses termos que o seu caminho pode ser traçado.
O Conhecimento é definido por aquilo que aprendemos ao longo da vida, estudos, cursos, aprofundamentos técnicos dentro de certo assunto, e tudo o mais que adquirimos de maneira teórica. A Habilidade pode ser desenvolvida, mas é fundamentada no conhecimento teórico, por outro lado, é um conceito bastante pessoal, uma vez que também diz respeito aos métodos que você mesmo desenvolveu para atuar em certa atividade, a conhecida aptidão.
Já a Atitude diz respeito ao seu comportamento ante algumas situações, você é proativo? Como reage frente à pressão do dia a dia? A maneira como você trata a sua equipe ou seus colegas diz muito sobre você.
O perfil global
É esperado de alguém que trabalha com vendas a capacidade de se relacionar bem, que seja comunicativo e atencioso. Mas e como é para quem trabalha com desenvolvimento de sistemas? O conhecido geek” que geralmente está focado na frente do computador?
Não é porque você trabalha de home office, ou porque atua nas áreas menos movimentadas da empresa, que o seu skill” de relacionamento não deve ser desenvolvido, ao contrário, para ganhar destaque precisa mostrar o rosto, ser mais do que apenas a assinatura do e-mail.
Em todas as áreas da empresa, e não apenas nas que se esperam. Se a recepcionista precisa ter simpatia, por que o analista não pode ter um sorriso na voz? Ao vendedor, que conheça o time que desenvolve o seu produto, ao programador, que dê uma pausa aos códigos e busque os rostos dos seus colegas. Habilidades interpessoais são valiosíssimas, ou você pode sumir dentro da empresa.
Respeito acima de tudo
Há pelo menos uns 20 anos, se você fosse o profissional que pressiona, grita e humilha, mas entregasse e fizesse os seus subordinados entregarem o resultado, estava tudo bem. Hoje, o nome disso é assédio.
Mais do que tudo, o que se espera de um profissional é o respeito, e empatia é a palavra-chave nesse caso. Colocar-se no lugar do outro é uma maneira de engajá-lo, e sabemos que engajamento traz resultado, e resultados deixam o cliente e a empresa felizes. Além de humanizar o ambiente de trabalho e aproximar a equipe.
O mercado de trabalho não funciona mais com números, além de uma boa entrega, foi incluído à sua rotina um bom relacionamento e comportamento com a corporação. A validação das suas atividades tem muito mais chances de ser um sucesso, se o testemunho alheio confirmar isso. Afinal, a venda boca a boca sempre funcionou melhor, não?
* Sócio-diretor na área de Pessoas e Processos da Conquest One, que atua na contratação de profissionais de TI.
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