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10 de junho, de 2017 | 10:42

Empresário que matou sócio em boate de BH é preso pela terceira vez

Cipriano estava solto desde julho do ano passado graças a um habeas corpus concedido pelo ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF)

Divulgação
Cipriano estava solto desde julho do ano passado graças a um habeas corpusCipriano estava solto desde julho do ano passado graças a um habeas corpus
O empresário Leonardo Coutinho Rodrigues Cipriano, condenado em segunda instância pela Justiça por matar o sócio Gustavo Felicio da Silva, em agosto de 2009, foi preso pela terceira vez nesta sexta-feira (9), em Belo Horizonte. Os dois eram sócios da boate Pantai Lounge, no bairro Cidade Jardim, na região Centro-Sul da capital, local onde aconteceu o crime.

Cipriano estava solto desde julho do ano passado graças a um habeas corpus concedido pelo ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF). Entretanto, nessa quinta-feira (8), o próprio ministro decidiu indeferir a liminar e o desembargador Eduardo Machado, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), determinou a expedição do mandado de prisão.

No dia 13 de fevereiro de 2015, Cipriano foi condenado pelo Tribunal do Júri a 16 anos e seis meses de prisão pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e empregando artifício que dificultou a defesa da vitima, e ocultação de cadáver. Segundo a denúncia, o empresário matou o sócio com um tiro na cabeça e colocou o corpo em um saco plástico e por baixo de uma caixa de papelão, em um carrinho de mão.

Durante o julgamento, o empresário afirmou que atirou contra o sócio, mas negou que tenha sido intencional. Segundo ele, ao retirar a arma da mochila para deixar com um vigia da boate, a vítima se assustou e o disparo aconteceu. O acusado também negou qualquer desentendimento com o sócio por questões financeiras.

Prisões

Condenado em primeira instância, Cipriano aguardou em liberdade o julgamento dos recursos de sua defesa. Os desembargadores da 5ª Câmara Criminal do TJMG mantiveram a condenação, mas reduziram a pena para 14 anos e seis meses. Dessa forma, o empresário foi preso pela primeira vez no dia 4 de fevereiro de 2016. O tempo dele atrás das grades, no entanto, durou pouco. Em menos de 24 horas, ele recebeu uma liminar do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e foi solto.

A segunda prisão aconteceu no dia 28 de junho do ano passado, um dia depois que o STJ decidiu revogar a liminar. Contudo, o empresário obteve um novo habeas corpus, dessa vez, no STF, sob a relatoria de Celso de Mello, e teve a liberdade concedida.

Advogado vai recorrer

Procurado pela reportagem de O Tempo, o advogado Maurício de Oliveira Campos Júnior, que representa Cipriano, afirmou que o empresário se apresentou à Justiça na manhã desta sexta. Ele não disse, contudo, onde o seu cliente está preso.

Ainda segundo o advogado, a defesa vai entrar com um agravo nos próximos dias para tentar a liberdade do empresário, mais uma vez.

(Com informações: O Tempo)
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