23 de junho, de 2017 | 11:26
Personalização: a chave do marketing digital
Daniel Galvão
Sabe a máxima que diz que cada caso é um caso”? Quando falamos do universo de marketing digital, isso não poderia ser mais verdadeiro. Toda campanha de marketing, para ser bem-sucedida, precisa estar em harmonia absoluta com quem a empresa verdadeiramente é, e isso invariavelmente a torna única.Mesmo concorrentes de produtos quase idênticos possuem características ímpares que dialogam diretamente com seus clientes, e que, inclusive, os mantêm leais a uma marca em detrimento da outra. Isso faz com que haja pontos de atratividade que são preferências entre os clientes, e que refletem especificamente aquela marca. Nada mais lógico do que aproveitar isso em favor das campanhas de marketing.
Outro aspecto é o do advento do relacionamento digital a que todas as marcas e consumidores estão atrelados. Quando uma campanha diz algo e a empresa mostra outra coisa totalmente diferente, isso tem consequências desastrosas para a marca. Logo, o marketing busca sempre ser um reflexo da mais pura realidade e ideal de serviço.
Com isso podemos identificar dois pontos chave que compõe a realidade do marketing digital, tornando-o chave para aquisição de novos negócios. Essa realidade é a da personalização. A ideia não é apenas dizer que se é personalizado para parecer único e diferente. Isso todo mundo faz. O propósito é realmente ter algo que só sua empresa possa ofertar ao mercado e se utilizar disso como vantagem.
A personalização permite que cada campanha de marketing digital criada por uma empresa seja específica, atende àquela empresa, àquela necessidade e acima de tudo, sirva àquele cliente. Os clientes de uma marca se alinham a ela por características em comum, e é nelas que se foca a personalização.
Claro que nesse ponto ainda estamos falando do macro, o grupo maior de pessoas que compõe a segmentação daquela empresa. Inclusive, nesse momento da estratégia de marketing digital, é possível aproveitar o conhecimento disponível sobre seu mercado.
Muito provavelmente uma empresa mais antiga, um concorrente ou até mesmo uma startup já investiu na compreensão do seu mercado segmentado. Isso é ruim pelo lado de que eles estão na frente da sua marca, mas é bom, porque se pode contar com dados muitas vezes disponíveis na internet, que já refletem o mercado.
Essa esfera maior, a segmentação, ainda não chegou à personalização, mas caminha para ela. Além disso, num cenário de investimento maior, pode-se fazer o ideal e realmente investir em pesquisas de dados primários, sendo a sua empresa a fornecedora dos dados de mercado.
Além disso, é possível aprender com os erros dos concorrentes, e daí então partir para uma esfera mais interna da personalização, a análise das características da empresa. Conhecendo bem a sua empresa, é possível estabelecer o que ela tem a ofertar com relação a conteúdo que irá atrair novos clientes.
Tendo em mãos essa informação, conhecer bem o cliente irá te ajudar a posicionar sua marca nos pontos de impacto mais certeiros para fechar vendas e chamar a atenção. É preciso estabelecer metas atingíveis e ter um orçamento em constante análise de melhoria. Realocar investimentos deve ser feito com cuidado, pois a jornada do consumidor até o fechamento passa por vários pontos de impacto.
É preciso lembrar que o cliente quer se sentir especial, que está sendo atendido de forma única para ele, e por mais que se utilize de informações que abrangem um grupo de pessoas, a experiência criada, com o conteúdo original, deve refletir a atenção que faz o cliente se sentir único.
O marketing deve convencer, mas a verdade é que um produto sempre vem atender a uma necessidade, mesmo que ela seja de prazer, e mesmo que seja adquirida com o tempo. A chave é mostrar a vantagem, como aquilo faz um bem para o cliente. O fim último pode ser vender, ampliar o faturamento da empresa, mas o segredo está em fazer isso enquanto realmente se serve ao cliente.
* Especialista em marketing digital e Diretor da CRP Mango.
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