29 de junho, de 2017 | 17:13
Falta dágua espanta clientes da feira do bairro Timirim
Impasse entre feirantes e falha na gestão deixa o espaço em estado de abandono
A feira livre do bairro Timirim, em Timóteo, continua sem o abastecimento hídrico e a situação se agrava com o passar dos dias. Feirantes e consumidores se mostram preocupados com a disseminação de zoonoses e outras doenças que podem proliferar devido à sujeira e dejetos acumulados no local que comercializa alimentos preparados, in natura e hortaliças. Com o espaço público sob a responsabilidade da administração municipal em estado de abandono, feirantes já sentem o reflexo com o afastamento dos consumidores.O abastecimento de água nos banheiros, torneiras de barracas de peixes e comidas prontas foi cortado pela Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), a pedido da feirante Leide Nogueira, titular da conta. O valor atual pendente com a Copasa é de R$ 1.300.
Leide, que trabalha na feira do Timirim há nove anos, conta que, em fevereiro, houve um vazamento no sistema hídrico e a conta chegou perto de R$ 600.
Com isso, ninguém quis contribuir mais. Por isso, tomamos a iniciativa de pedir à Copasa para cortar. Pedi porque ninguém quer contribuir e a conta só aumentaria cada vez mais”, ressalta.
Wôlmer Ezequiel
A titular da conta, Leide Nogueira, explica que solicitou o corte para não aumentar os débitos
A feirante acredita que, com o agravamento da situação, em especial a péssima condição dos banheiros, os demais vendedores possam se conscientizar e voltar a contribuir com o custo da água. Agora me parece que os feirantes estão dispostos a pagar a conta, creio que na próxima semana o abastecimento esteja regularizado”, afirma Leide, acompanhada de perto na entrevista ao Diário do Aço, por um fiscal da prefeitura.
Lorival Anício Alves, feirante há 28 anos, explica que a divisão da conta deverá ser proporcional de acordo com a atividade desenvolvida por cada vendedor. Vamos solicitar o parcelamento para a Copasa. Os feirantes que usam mais a água iram contribuir com um valor maior”, avalia.
Na semana passada, quando a reclamação da falta de água veio à tona pela primeira vez, a administração municipal respondeu que como se trata de cessão de uso, a gestão na feira é de responsabilidade dos próprios feirantes, inclusive o abastecimento de água, que é feito provisoriamente com caminhões-pipa até que a situação se normalize. Por mais de três anos existe um sistema de autogestão que permite o recolhimento de valores suficientes para manutenção da área como a taxa de água”, explica a nota da prefeitura.
Clientes
Nesta quinta (29) foi dia de feira livre no Timirim. A reportagem do Diário do Aço ouviu dos feirantes que o movimento teve uma leve queda, exatamente pelo mau cheiro que exala dos banheiros. Já recebemos muitas reclamações. Os clientes vêm aqui comprar e às vezes precisam utilizar os banheiros, mas no momento estão sem condições de uso”, pontua Lorival.
Frequentador assíduo, Walter Vertúrio acredita que o estado da feira do Timirim representa um descaso com o espaço público. Isso é um desrespeito. Não temos condições de lavar nem a mão. Como que vem uma pessoa idosa ou criança com um banheiro neste estado. Sem água, pode fechar a feira”, enfatiza.
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Norberto
30 de junho, 2017 | 08:41Parabéns Dr Geraldo Hilário, grande prefeito.”