08 de dezembro, de 2017 | 17:42

Biomédica faz alerta sobre na campanha Dezembro Laranja

O objetivo desta campanha é chamar a atenção das pessoas para o câncer de pele

Divulgação
A indicação do protetor solar é algo muito individual, porque vai depender da cor e da característica de cada peleA indicação do protetor solar é algo muito individual, porque vai depender da cor e da característica de cada pele
Depois mobilizações do Outubro Rosa e Novembro Azul, agora é a vez do Dezembro Laranja. O objetivo desta campanha é chamar a atenção das pessoas para o câncer de pele, além de outros problemas que podem surgir em razão da exposição solar sem proteção.

A biomédica ipatinguense, Ludmilla Rampinelli, alerta que é preciso uma conscientização sobre os cuidados com a pele, já que alterações nesse órgão podem surgir a partir da falta de proteção. “Muita gente chega aqui no consultório, com idade entre 40 e 45 anos, admitindo que não usa protetor solar. E isso é um fator importantíssimo para prevenção de doenças e para algumas alterações na pele, dentre elas, o fotoenvelhecimento, que é o envelhecimento precoce da pele, e manchas que são muito comuns atualmente, que são os melasmas”, afirma.

Protetor solar

Ludmilla acrescenta que a indicação do protetor solar é algo muito individual, porque vai depender da cor e da característica de cada pele. Por isso, é preciso prestar atenção na composição do protetor que for comprar. “Muito importante escolher um Fator de Proteção Solar (FPS) adequado para exposição, porque há um tempo, não se dava tanta importância aos raios UVA, que não causam vermelhidão ou queimaduras, como os raios UVB. Entretanto, ao longo dos anos, percebeu-se que o raio UVA é absorvido pela derme e isso altera a questão de melanócitos, que são células produtoras de cor, e chega à parte de colagem, causando o envelhecimento”, explica.
Reprodução/TV Cultura
Ludmilla Rampinelli é biomédica em IpatingaLudmilla Rampinelli é biomédica em Ipatinga

A biomédica também acrescenta que a radiação UVA permanece por mais tempo na pele, acelerando os aparecimentos de melasmas e do foto-envelhecimento. “Então essa questão de proteção solar ficou mais abrangente, além dos raios UVB, tem que se preocupar também com UVA”, alerta.

Horário apropriado

Em relação ao tempo que é mais adequado a pessoa ficar exposta ao sol, Ludmilla cita que é preciso mudar essa forma de pensar, a fim de conscientizar as pessoas que elas precisam passar a se proteger ao longo do dia. “Por muito tempo se falou que o horário correto de exposição ao sol era antes das 10h e depois das 16h, porém, estamos expostos ao UVA o tempo todo, por isso que é muito importante falar disso. Então, a proteção tem durante o dia todo”, reitera.

PPD

Uma dica repassada pela biomédica é que as pessoas que forem adquirir o protetor solar podem olhar na parte da frente da embalagem que encontrará escrito a sigla PPD (Persistent Pigment Darkening), que representa a proteção da pele contra a incidência de raios UVA. “É muito interessante notar isso, porque o PPD tem que ser pelo menos um terço do FPS. Por exemplo, se for colocar um FPS de 30, então o PPD tem que ser no mínimo de 10. Aí com isso a pessoa terá proteção de UVA e UVB, prevenindo doenças de pele, além do fotoenvelhecimento”, esclarece.
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