20 de dezembro, de 2017 | 17:30

Campanha salarial dos metalúrgicos caminha para o fim das negociações

Em semana decisiva trabalhadores das grandes empresas da região fazem assembleia quinta-feira e sexta-feira. Engenheiros e técnicos da Usiminas já aprovaram contraproposta

Wôlmer Ezequiel
Metalúrgicos aguardam o fim das negociações da campanha salarialMetalúrgicos aguardam o fim das negociações da campanha salarial


Metalúrgicos do Vale do Aço ainda negociam com representantes de empresas a campanha salarial 2017/2018. Com a data-base em primeiro de novembro, existe uma expectativa em torno do fechamento dos acordos coletivos de trabalho até o fim deste ano. Nesta quinta-feira (21), o Sindicato dos Metalúrgicos de Ipatinga (Sindipa) promove assembleia para avaliar as propostas feitas pela Usiminas durante reunião, no início desta semana. Engenheiros e técnicos já aprovaram a proposta da campanha salarial.

Para os demais trabalhadores, a companhia apresentou a contraposta que oferece R$ 1,5 mil de abono em parcela única; correção salarial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 1,83% em novembro, reajuste salarial 0,51% a partir de março, aumento do banco de horas de 10 para 12 meses e manutenção das demais cláusulas.

No entanto, o presidente do Sindipa, Geraldo Magela Duarte, já adiantou, em entrevista ao Diário do Aço, que continua insatisfeito. “O sindicato não aprovou a oferta da Usiminas. Não vamos recuperar nossas perdas desse jeito. Enquanto a empresa lucra, os trabalhadores só têm dívidas. Esperamos que essas propostas sejam rejeitadas e que uma nova negociação ocorra”, pontua.

A pauta entregue pelo Sindipa a todas as empresas, em setembro, contém as seguintes reivindicações: “Reposição das perdas com a inflação acumulada em doze meses e aumento real de salário; manutenção e ampliação dos direitos de estabilidade de emprego para os trabalhadores vítimas de doenças e acidentes provocados pelo trabalho e para os trabalhadores em via de aposentadoria; vale-cesta; retorno de férias de 30 dias para toda a categoria; plano de saúde para todos; adicional noturno de 50%; redução da jornada de trabalho sem redução salarial; e mais dias de folga para os trabalhadores de turno”, informa o Sindipa.

Por meio de uma nota, a Usiminas se manifestou sobre o assunto. “O Sindipa levará a proposta para assembleia nesta quinta-feira. A expectativa é que os metalúrgicos, assim como os demais colaboradores da empresa, aprovem a proposta”, afirma o comunicado.

Metasita
Já os representantes do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Timóteo e Coronel Fabriciano (Metasita) promoverão uma assembleia nesta sexta-feira (22) para discutirem as contrapropostas da Aperam, que foram apresentadas em reuniões, na terça-feira (19) e quarta-feira (20).

Os representantes do Metasita reivindicam correção de perdas com a inflação, calculada em 2,59%, ganho real de 5%, abono salarial de R$ 3.744,83 a todos os empregados, inclusive afastados por doença profissional, demitidos e aposentados que tenham trabalhado em algum período de 2017. Na última assembleia, a maioria também votou pela sequência de um processo movido contra a Aperam pela manutenção de horas extras a 100%.

Procurada pelo Diário do Aço nesta quarta-feira (20), a Aperam não apresentou uma resposta até o fechamento desta edição.

Engenheiros e técnicos já aprovaram proposta da Usiminas

Os empregados da Usiminas, das categorias de engenharia e técnicos, aprovaram a proposta apresentada pela empresa referente ao acordo coletivo de 2017 em assembleias realizadas pelos seus sindicatos, na terça-feira e quarta-feira.

O Sindicato dos Engenheiros (Senge) e Sindicato dos Técnicos (Sintec) apresentaram a proposta aos empregados e, por meio de votação, 73,11% dos engenheiros e 64% dos técnicos aprovaram o acordo.

Segundo informações do gerente de Relações Trabalhistas da Usiminas, Edésio Santana Bragança, dentro das atuais possibilidades da empresa, foi oferecido reajuste salarial de 2,34 %, sendo 1,83% a partir de 1 de novembro de 2017 sobre os salários vigentes em 31 de outubro de 2017 mais ganho real de 0,51 % a partir de 1 de março de 2018 sobre os salários vigentes também em 31 de outubro de 2017, além do abono de R$ 1.500,00, manutenção do retorno de férias de 20 dias (o que significa um aumento real mensal de 5,5% no salário do empregado), garantia de emprego de 99% e manutenção das demais cláusulas atuais. O pagamento do abono e da diferença de valores referentes aos meses de novembro, dezembro e ao 13º salário, será feito até o dia 10 de janeiro de 2018.



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