31 de janeiro, de 2018 | 17:25
FSFX leva conhecimentos sobre Febre Amarela para Baixada Santista
Os médicos abordaram o crescimento do número de casos em regiões endêmicas próximas do Vale do Aço
Divulgação
Experiência do Hospital Márcio Cunha, com UTI para tratar casos no Vale do Aço foi apresentada em São Paulo
Um ano após o surto de Febre Amarela em Minas Gerais, o estado de São Paulo enfrenta o mesmo desafio. A Fundação São Francisco Xavier (FSFX), que recentemente assumiu a administração do Hospital de Cubatão (HC), foi parceira da Associação Paulista de Medicina (APM) em palestra sobre a prevenção da doença e da criação de protocolos para detecção precoce.
Experiência do Hospital Márcio Cunha, com UTI para tratar casos no Vale do Aço foi apresentada em São Paulo Na oportunidade, para informar sobre a potencial gravidade desse cenário, médico infectologista Evaldo Stanislau, do HC, apresentou, para a baixada santista, um breve histórico da doença, dados sobre detecção de casos em macacos e a disseminação do vírus da febre amarela já apontada em 2017, em manuais técnicos e mesmo nos grandes veículos de comunicação do estado de São Paulo. Evaldo ressaltou a importância da prevenção coletiva, com a vacinação estendida em todas as cidades do estado, minimizando o risco de disseminação viral e de aquisição da doença cuja letalidade é muito alta.
Com o intuito de compartilhar a experiência vivida em Minas Gerais, também estiveram presentes no evento o superintendente do Hospital de Cubatão, Abner Moreira de Araújo Junior, e a gerente de assistência do Hospital Márcio Cunha (HMC), Thatiane Ticom, médicos que foram responsáveis pela estruturação e acompanhamento da UTI amarela, criada em janeiro de 2017 no HMC, sendo referência para os pacientes com a doença, na época do surto.
Os médicos abordaram o crescimento do número de casos em regiões endêmicas próximas do Vale do Aço, e que, no entanto gerou a necessidade da criação de uma nova estrutura de terapia intensiva, a UTI Adulto Unidade Amarela, com 10 leitos exclusivos para o atendimento desses pacientes em estado mais grave. Outra ação de destaque foi o estabelecimento de fluxos e protocolos específicos para esses atendimentos, com equipes preparadas tanto para a forma branda da doença quanto para a forma mais grave.
Ticom relatou diversos casos de pacientes com a doença que foram tratados no Hospital, reforçando a importância da regulação efetiva e admissão na fase moderada para início imediato do tratamento, e como a expertise no tratamento intensivo impactou na taxa de sobrevida dos casos graves.
De forma unânime, os palestrantes reforçaram a importância da realização de exames laboratoriais que ajudam a triar os casos suspeitos em relação à sua gravidade, assim como de estabelecer fluxos assistenciais e diagnósticos rápidos para casos confirmados, e que a vacina é o meio de prevenção mais eficaz.
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