26 de fevereiro, de 2018 | 17:40
Crianças do distrito de Revés do Belém estão sem a educação infantil
No distrito existe uma creche pronta que nunca foi utilizada
Os estudantes do distrito de Revés do Belém, no município de Bom Jesus do Galho, retornaram às aulas no dia 19 de fevereiro. Contudo, as crianças da educação infantil do local não tiveram esta oportunidade. Até o momento, a Administração Municipal ainda não definiu o destino dos pequenos. Indignadas com a situação, mães dos estudantes programaram, para esta terça-feira, uma manifestação destinada a demonstrar os transtornos que enfrentam sem o funcionamento da educação infantil.
No ano passado, a escola funcionou em instalações da Igreja Católica da comunidade. Mas este ano, o Governo Municipal precisou procurar outro imóvel na região para prestar o serviço. No distrito existe uma creche pronta que nunca foi utilizada. A unidade está interditada pela Justiça por apresentar algumas irregularidades.
Uma das mães afirma que não foi explicado ao certo o motivo do adiamento do calendário escolar, acrescentando que a população está perdida. Muitas crianças estão fora da escola, não foi passado para a gente quando as aulas vão retornar. A prefeitura está tratando com falta de respeito o povo do Revés e deixando de lado até mesmo as crianças”, pontua.
Na comunidade, é atendida uma média de 150 crianças na Educação Infantil, ou seja, crianças de 0 a cinco anos de idade. Amanda Cristine, também mãe de uma criança que depende da escolinha do Revés, afirma que a situação está difícil. Ninguém está resolvendo este problema, cada um joga para o outro. Nossas crianças necessitam de educação adequada. É muito triste você levar seu filho até a escola e encontrar as portas fechadas”, conta Amanda.
Resposta
Em contato com a Secretaria de Educação do município, foi informado ao Diário do Aço, que são avaliadas condições de outro imóvel para locação. Fomos pegos de surpresa com o impedimento de utilizar as dependências da Igreja de Revés. A Secretaria já está procurando outro local que a escola possa funcionar e que apresente segurança para as nossas crianças. Está difícil de encontrar um local adequado, mas estamos mobilizados para resolver isso o mais rápido”, afirma a secretária de Educação, Ana do Carmo.
A secretária acrescenta que os reparos na creche interditada devem ser iniciados nesta semana. A gestão passada, na pressa de entregar a obra, acabou deixando falhas na construção, especialmente nas partes hidráulica e elétrica. Na segunda-feira (26) estivemos reunidos com o prefeito William Batista (PP), e foi garantido que equipe com engenheiro e técnicos fariam os estudos para reparar o prédio. A previsão é de que os reparos comecem o mais breve. Avaliamos que a Justiça deve liberar a creche nos próximos 60 dias”, informa Ana.
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