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17 de maio, de 2018 | 15:50

Inquérito sobre feminicídio em Santana do Paraíso está na fase de conclusão

O delegado confirmou que o autor confesso do crime, Élio José de Oliveira, de 41 anos, foi autuado em flagrante por feminicídio

Álbum pessoal
Autor confesso de assassinato da esposa, Élio é investigado por feminicídioAutor confesso de assassinato da esposa, Élio é investigado por feminicídio

A investigação sobre o assassinato de Regiane Soares de Oliveira, de 35 anos, na madrugada deste domingo (13) no bairro Industrial, em Santana do Paraíso, está na fase conclusiva. A informação é do delegado de Polícia Civil, Bruno Morato, que espera ouvir nesse fim de semana outras pessoas arroladas como testemunhas e receber os laudos periciais para serem anexados ao inquérito.

O delegado confirmou que o autor confesso do crime, Élio José de Oliveira, de 41 anos, foi autuado em flagrante por feminicídio (homicídio qualificado pelo fato de o agente causador aproveitar-se da condição de mulher da vítima), crime que tem pena prevista de 12 a 30 anos de reclusão. “Também estamos avaliando outras circunstâncias, para concluirmos se há outras qualificadoras”, acrescentou o delegado.

No depoimento prestado na delegacia, Élio manteve a versão segundo a qual os dois tinham se separado, depois voltaram a se relacionar, mas surgiu uma suspeita de traição por parte da mulher. Eli afirma ter flagrado, em uma gravação, essa traição.

Por causa disso, o casal voltou a se desentender e, na briga mais recente, o marido matou a mulher com tiros na cabeça. A investigação aponta que a vítima pressentia o perigo e chegou a tirar foto da arma do marido e postar nas redes sociais alertando que se algo acontecesse com ela, ele seria o autor.

Publicar esse tipo de informação em mídia social, não resolve nenhum conflito, alerta o delegado. "Casos como esse devem ser levados à delegacia de polícia. Isso leva à decretação de uma medida protetiva para afastar o agressor. Também se a pessoa sabia da arma poderia ter notificado à polícia. O homem seria preso por posse de arma de fogo. Sabemos que uma arma potencializa um conflito. Provavelmente ela estaria viva”, concluiu o delegado.
O revólver usado no crime ainda não foi apreendido. Eli afirma que depois do crime perdeu a arma na fuga.
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Comentários

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18 de maio, 2018 | 21:39

“obrigado doutor solidariedade. Deus vai nos confortar.acima tudo delegado humano”

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