24 de maio, de 2018 | 18:32

Ponto facultativo decretado pelo governo de Minas

Com desabastecimento, governo suspendeu atividades nas repartições estaduais

Wolmer Ezequiel
Com o desabastecimento, serviço público estadual decretou ponto facultativo: há dificuldades para deslocamento de servidores e funcionamento de serviços Com o desabastecimento, serviço público estadual decretou ponto facultativo: há dificuldades para deslocamento de servidores e funcionamento de serviços


Com a paralisação dos caminhoneiros rumo ao quinto dia e o crescente desabastecimento de combustíveis, governo de Minas e a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) decretam ponto facultativo para todos os servidores nesta sexta-feira (25).

Em comunicado, a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão orienta apenas para que os serviços essenciais devam permanecer. Não haverá aula na rede municipal de BH e nem na estadual.

“Devem ser resguardadas as atividades essenciais, incluindo consultas e procedimentos agendados em toda a rede estadual de saúde, rede do IPSM e Hospital Militar, Ipsemg e Perícia Médica”, informa a nota.

Ainda de acordo com o governo de Minas, as agendas do governador Fernando Pimentel (PT) também foram suspensas.

“A medida visa otimizar o uso de combustível para garantir o atendimento dos serviços de segurança pública e saúde em todo o Estado. A recomendação do governador também prevê o cancelamento de agendas e eventos de secretarias e outros órgãos de Estado que demandem deslocamentos”, informa.

Desde ontem, o governo de Minas ainda criou um gabinete de crise. A estratégia é para tomar decisões rápidas e traçar estratégias de logística.

O gabinete já funciona desde quarta-feira a pedido do Governador Fernando Pimentel (PT). Representantes da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil e das secretarias de Governo (Segov), de Saúde (SES-MG), de Transportes e Obras Públicas (Setop), de Educação (SEE), de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), e de Segurança Pública (Sesp), fazem parte do grupo.

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Companhias aéreas também anunciam medidas

As companhias aéreas que atuam no país emitiram notas nesta quinta-feira em que informam "planos de contingência" em função da paralisação dos caminhoneiros, que tem dificultado o acesso ao combustível e provocado dificuldades no abastecimento das aeronaves em vários aeroportos de todo país.

Em comunicado oficial, a Infraero que administra 54 terminais no país também emitiu alerta neste sentido.Ela afirma que onze de seus principais aeroportos estão em nível crítico, com estoque de querosene e gasolina para no máximo dois dias. A situação mais dramática é em Congonhas, que possui reserva próxima do fim.

A estatal também informa que 14 carretas da BR Aviation estão presas nos bloqueios. “Aos passageiros, a Infraero recomenda que procurem suas companhias para consultar a situação de seus voos. Aos operadores de aeronaves, a empresa orienta que façam a consulta sobre a disponibilidade de combustível na origem e no destino do voo programado.”As três companhias aérea que atuam no Brasil, que juntas reúnem 86,6% do mercado em passageiros transportados, anuciaram medidas extraordinárias para seus clientes.
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