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06 de junho, de 2018 | 00:00

Administração de Fabriciano admite risco de fechamento de hospital

No dia 9 de maio do ano passado, o prefeito de Coronel Fabriciano, Marcos Vinícius (PSDB), anunciou que o município iria assumir a gestão plena do hospital

Wôlmer Ezequiel
Hospital José Maria Morais passa por dificuldades devido à falta de repasses pelo EstadoHospital José Maria Morais passa por dificuldades devido à falta de repasses pelo Estado

Há sete meseso governo do Estado não repassa recursos ao Hospital Doutor José Maria Morais, de Coronel Fabriciano, acumulando débitos da ordem de R$ 7,26 milhões. Segundo a Secretaria Municipal de Governança da Saúde estão sendo utilizados recursos próprios para a manutenção da unidade hospitalar, que pertence ao Estado.

Em relação ao pagamento de funcionários e médicos, a administração garantiu que está em dia, mas mesmo assim admitiu que existe a possibilidade de o hospital ter que fechar as portas. “A principal dificuldade enfrentada hoje é de orçamento, uma vez que o Estado não está repassando os recursos devidos. Então, o risco de fechar existe, mas a atual administração está usando toda a sua capacidade de gestão para evitar que a população seja penalizada mais uma vez, como foi no passado”, informa, por meio de nota, a Secretaria de Saúde.

O presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimento de Serviços de Saúde (Sindess), Aguiar dos Santos, disse ao Diário do Aço que os funcionários do hospital também reclamam da falta de medicamentos e outros insumos na unidade. Além disso, o sindicalista também ressaltou que tem participado de debates com o intuito de buscar soluções para esses problemas frequentes na unidade. “Tivemos uma audiência realizada na Câmara de Vereadores em decorrência do caos social que persiste na saúde da região metropolitana. Encaminhamos à comissão de saúde um documento neste sentido e, mais uma vez, alertamos sobre esses riscos no Hospital José Maria de Morais, caso alguma coisa não seja feita”, destaca.

Já o secretário de Governança de Saúde, Ricardo Cacau, afirmou que não há falta de medicamentos nem insumos no hospital. "Todos os produtos e materiais que constam na lista obrigatória foram adquiridos", ressalta.

SES

Procurada pelo Diário do Aço, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) informou, por meio de uma nota, que o Hospital Doutor José Maria Moraes é contemplado pelo Pro-Hosp Gestão Compartilhada, fazendo jus ao valor de R$ 1.038.668,36 mensais “a depender do cumprimento de indicadores e metas pactuados”. “No que se refere aos repasses, encontra-se pendente o valor de aproximadamente R$ 5 milhões”, afirma o comunicado.

Na nota, a SES também reforçou que o Estado de Minas Gerais enfrenta um severo déficit financeiro refletindo em todos os seus órgãos. “Diante disso, estamos nos esforçando para honrar os compromissos pactuados, manter nossas ações e dar os melhores encaminhamentos possíveis, ante o contexto mencionado”.

Entenda

No dia 9 de maio do ano passado, o prefeito de Coronel Fabriciano, Marcos Vinícius (PSDB), anunciou que o município iria assumir a gestão plena do hospital, porque o contrato com o governo do Estado com a Sociedade Beneficente São Camilo venceu naquele dia e não foi renovado. Ficou acertado com o Estado o suporte financeiro com repasses para a manutenção da instituição. No entanto, desde então, o Estado tem atrasado com os repasses, provocando diversas dificuldades ao munícipio, que precisa arcar com as despesas, sozinho.
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Comentários

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Kelle

06 de junho, 2018 | 13:55

“Como pode pessoas fazer lamentáveis comentários sobre uma instituição que trata e salva vidas! É preciso mais humanização, mais amor, triste ver como não pensam no próximo. Além da população e todos ao redor do município ficarem desassistidos com o fechamento do hospital, muitos pais e mães de família ficaram desempregados. Precisamos unir todos para pedir o estado que venha cumprir com sua parte. Criticar é fácil, difícil é ter atitudes e iniciativas para cooperar com o bem de todos.”

Romilda

06 de junho, 2018 | 13:36

“Não é necessário que o Hospital de Coronel Fabriciano venha a ser fechado, para alguém ser atendido no Hospital Marcio Cunha , é só se ter um plano de saúde e se direcionar para lá, o HMC não atende nem pagando consulta, apenas quem tem planos de saúde é atendido .
Eu preciso do Hospital de Coronel Fabriciano aberto, eu e meus familiares sempre fomos muito bem atendidos desde a recepção até a finalização do atendimento, médicos capacitados, equipe da enfermagem dedicada e atenciosa.
Então, sugiro que ninguém desdenhe o atendimento do hospital, até porque hoje o que o colega chama de açougue, pode ser a Instituição Hospitalar que poderá ofertar a você ou a alguém de sua família um atendimento necessário e de qualidade . Pense nisso .”

Ely

06 de junho, 2018 | 10:03

“Gente isto é um absurdo é o unico hospital para atender a nós moradores desta cidade que ja pagamos a passagem mais cara do Brasil 3,80 e agora querem fechar de novo este hospital que até o atendimento ja é precario mas mesmo assim seus funcionários tem feito de tudo para nao deixar os doentes a mercê da sorte. Se isto acontecer será o caos . Outubro tá chegando cadê nossos deputados federais e estaduais se fecharem vao perder os votos desta cidade inclusive o meu. Tá avisado.”

Marcelo

06 de junho, 2018 | 05:59

“Fechar esse açougue mal administrado é um favor para população.Assim teremos dignidade de sermos atendidos no Márcio Cunha.Essa administração é uma vergonha.Péssimo prefeito e péssimos secretários.”

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