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16 de junho, de 2018 | 09:59

Estrela da seleção

Divulgação
A Copa na Rússia entra hoje no quarto dia - para nós o primeiro - com a promessa de esquentar se acontecer o que todos esperam, uma vitória da seleção brasileira e, de preferência, com show de Neymar e uma goleada na Suíça. Uma pesquisa feita pelo Ibope entrevistou 4.196 pessoas nas principais regiões metropolitanas do país e revelou que 66,4% da população têm a seleção brasileira como favorita ao título da Copa do Mundo da Rússia. A Alemanha aparece em seguida, com 16,6%.

Neymar é apontado por 46% dos brasileiros como o destaque da Seleção, sobretudo após as últimas atuações nos amistosos que antecederam a estreia hoje na Rússia, em que, além de jogar bem, fez um gol típico de Neymar na Áustria, numa mistura de jogo coletivo, individual, de magnífica finalização.

Foi neste amistoso contra os austríacos, quando foi escalado desde o início da partida, que Neymar dissipou todas as dúvidas que pairavam sobre sua condição física, depois de passar três meses em recuperação de uma contusão e uma cirurgia. E Neymar se saiu muito bem, mesmo apanhando dos austríacos como tinha apanhado dos colombianos na Copa de 2014, ficando fora dos jogos finais, o que pelo menos para ele foi a salvação, ou caso contrário teria participado do vexatório 7 a 1.

Como será?
Acredito que o temor de uma nova contusão de Neymar, nosso único craque de verdade, é o que mais preocupa, e deixa no ar um pouco de incerteza quando ao futuro desta Seleção na Copa da Rússia. Isto porque não há dúvida de que Neymar continuará sendo caçado em campo, como ocorreu em 2014, nos recentes jogos das eliminatórias sul-americanas e nos dois últimos amistosos de treinamento.

Já tivemos, sim, épocas de futebol mais civilizado e menos violento, dentro e fora de campo, onde se via mais respeito e uma certa relevância à importância da maior competição do futebol mundial.

Havia brucutus, jogadas violentas, muito mais pela rivalidade do que propriamente pelo estilo de jogo hoje enraizado, sobretudo neste século, de se conter o rival com faltas táticas, propositais, onde o primeiro objetivo passou a ser marcar, não deixar o adversário jogar, para depois, se possível, jogar.

E agora, como será? Neymar é um desses jogadores que são “caçados” em campo. Gostaria que, pelo menos nesta Copa, ele e outros craques como Messi, Cristiano Ronaldo, Salah, Iniesta, Muller e Mbappé, entre outros craques, fossem marcados pelos rivais sem apelar para a violência.

FIM DE PAPO
• Muito mais aqui no nosso continente do que na Europa, a verdade é que esse embrutecimento do jogo tem um importante aliado, que é a conivência dos árbitros com a forma violenta de disputar a bola, não só com os pés ou a cabeça, mas também com os braços, mãos e cotovelos. Também há uma estranha conivência de parte da imprensa, que acha que os juízes não podem marcar “faltinhas”.

• Faço parte de outro grupo, que defende punição exemplar dos árbitros aos chamados brucutus, além de coibir as faltas em rodízio ou as chamadas “faltas táticas”. Já escrevi outras vezes e volto a repetir: na regra do futebol não existe nem “faltinha” nem “faltona”. Se é falta tem que marcar. Se não é não marca. Sob a recomendação da direção de arbitragem da CBF, que pede para “deixar o jogo correr”, nossos assopradores de apito fazem vistas grossas e deixam o pau comer solto, prejudicando quem sabe jogar e ao espetáculo.

• A minha opinião sobre a seleção do Neymar, Tite e CBF, que inicia hoje a busca pelo hexacampeonato mundial é: a defesa é o ponto fraco, onde só o goleiro Alisson e o lateral Marcelo estão à altura de serem titulares; do meio para a frente é muito boa, com jogadores diferenciados, onde Neymar e Philippe Coutinho são os grandes destaques. E se não houver acidentes de percurso, ela pode, sim, chegar ao título.

• Já ganhamos uma Copa do Mundo com um time limitado, como em 1994, nos Estados Unidos. E já perdemos com uma seleção cheia de craques, como em 1982, na Espanha, que tinha Zico, Sócrates, Falcão, Cerezo, Júnior, Luisinho etc. Existem times que realmente representam a escola brasileira de jogar futebol, e essa seleção de 1982, mesmo sem ter conquistado o título, foi um dos nossos maiores exemplos.

• As seleções favoritas são as mesmas de sempre: Brasil, Alemanha, França, Argentina, Espanha, umas mais e outras menos. Holanda e Itália não se classificaram, por isso não entram na lista. Não vou torcer contra a Seleção Brasileira, como muitos que conheço, mas também não me incluo na turma do “Pra frente Brasil”, “torcida verde amarela”, “pátria de chuteiras” etc. Vou assistir com os olhos da razão, torcer pelo bom espetáculo, sem violência, e que vença sempre o melhor. (Fecha o pano!)
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