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18 de junho, de 2018 | 15:48

Deu ruim

Divulgação
A Seleção da CBF, comandada pelo técnico Tite, decepcionou em sua estreia na Copa da Rússia, pois de fato esperava-se muito mais de Neymar e seus companheiros de time, ao invés do empate insosso de 1 x 1 com a Suíça.
Porém, a meu juízo, não se deve criar tempestade em copo d’agua, instalando uma situação de caos, pânico, como se o mundo estivesse caindo aos pedaços, pois o Mundial está só começando e, além disso, ainda não surgiu uma seleção em nível superior às demais, ou como é comum de se ouvir aqui nos nossos grotões, com “pinta de campeão”.

Agora, não há como negar que, diante das expectativas criadas, por conta do oba-oba dessa ala festiva da grande imprensa nacional, e também pela própria seleção, cuja trajetória foi excelente desde que Tite assumiu seu comando nas eliminatórias, podemos considerar que deu ruim, foi decepcionante o seu desempenho, o que acabou resultando neste empate frustrante na estreia diante da Suíça.

Muita calma
É preciso muita calma nesta hora para não fazer bobagens. É o que todos esperam do técnico Tite, que precisa avaliar este momento com tranquilidade, a fim de fazer os ajustes necessários e o futebol desta seleção, que a tornou uma das favoritas ao título, volte a aparecer.

Neymar precisa ser menos individualista, segurar menos a bola, para apanhar menos, nesta verdadeira caçada imposta a ele pelos adversários, o que já se tornou rotina e acaba prejudicando toda a equipe.

O assoprador de apito errou ao não consultar o VAR, que por sua vez falhou ao não alertar o árbitro sobre a irregularidade no gol da Suíça, pois houve mesmo falta do atacante no zagueiro Miranda. Mas é inegável que também existiu uma total desatenção dos zagueiros, sobretudo Thiago Silva e Danilo, além do goleiro Alisson, que poderia ter interceptado o lance.

Uma seleção, para ser campeã do mundo, tem de jogar mais futebol do que se viu nesta estreia da Seleção, a ponto de não depender de intervenções do arbitro de vídeo, cujo sistema não está consolidado, portanto, ainda carece de ajustes ou de ser melhor entendido pelos executores e usuários.
No mais, acho que a Seleção jogou bem o primeiro tempo, sentiu a ansiedade da estreia e deu uma relaxada no segundo, quando cedeu o empate, mas mesmo assim mereceu sair vencedora.

FIM DE PAPO
• Mesmo sem contar as estreias ontem da Inglaterra e Bélgica, seleções também consideradas candidatas ao título, já se pode dizer que o início desta Copa na Rússia está se caracterizando pelos resultados surpreendentes. Que o diga a Argentina que só empatou com a Islândia. Pior ainda fez a atual campeã mundial, Alemanha, derrotada pelo México, que comemorou o resultado como se tivesse ganho o título.

• Até agora, o jogo melhorzinho foi o empate de 3 x 3 entre Espanha e Portugal, onde brilhou a estrela do português Cristiano Ronaldo, autor de três gols com uma grande atuação individual. Por isso e mais aquilo é que este empate da Seleção Brasileira não pode ser demonizado, pelo contrário, pode até ser bom na medida em que irá baixar um pouco a bola e o facho da imprensa festiva, que adora fazer oba-oba, e quem sabe agora ponha os pés no chão sem dourar tanto a pílula.

• Vale lembrar que a Seleção Brasileira vai ter que cruzar os bigodes, se passar para a próxima fase das oitavas, contra adversários do grupo F, onde está a Alemanha. Os resultados até agora estão conspirando para um confronto com os atuais campeões mundiais. É verdade que conseguimos derrotá-los após o 7 x 1, em amistoso realizado na Alemanha. Só que neste jogo usamos nossa força máxima, exceto Neymar, enquanto os alemães só tinham Boateng e Tony Kroos de titulares.

• Como já estava previsto no planejamento para a Copa na Rússia, com o aval do técnico Tite, antes deste jogo com a Suíça, a concentração da Seleção Brasileira foi aberta para visitação de familiares e amigos dos jogadores, o que deve se repetir antes dos demais. Curiosamente, quem mais gosta de ficar cercado de familiares e “parças” de todo tipo, o craque Neymar, foi o único a optar pelo isolamento.

• O ex-técnico Jair Pereira costumava dizer que “o planejamento ou estratégia correta no futebol é a que dá certo”. Muita gente reprova esta liberalidade, por entender que é preciso concentração total se quiser ganhar uma Copa do Mundo. Se a Seleção conquistar o hexa, certamente a estratégia liberal do técnico Tite será elogiada, considerada um dos fatores positivos do sucesso. Mas se o título não vier, Tite que prepare o lombo para receber críticas pesadas. (Fecha o pano!)
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