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19 de junho, de 2018 | 15:19

Copa do Mundo

Divulgação
A seleção brasileira fez a sua estreia na Copa do Mundo, e o resultado não foi aquilo que os torcedores brasileiros esperavam, um empate amargo com a Suíça. É praxe para o torcedor que o Brasil sempre vença as suas partidas, mas a realidade dentro das quatro linhas é totalmente diferente, e muitos fatores podem influenciar.

O time não foi tão brilhante e houve interferência da arbitragem, mesmo que os jogadores em suas entrevistas tenham deixado o assunto de lado porque a FIFA gosta de punir de forma exemplar quem critica as suas decisões. Na realidade, foram colocados panos quentes na situação.

Mas mesmo que houvessem várias falhas no conjunto da equipe dentro de campo, não podemos deixar de criticar dois lances cruciais da partida: a falta sobre o zagueiro Miranda e o pênalti no atacante Gabriel Jesus, que não foi marcado pela arbitragem por falta de pulso e porque os árbitros de vídeo não permitiram.

Como podem perceber, as principais estrelas do mundial são os computadores que ficam em uma sala isolada e definem hoje quem irá vencer ou perder, quem será o campeão do mundo, não tem outra explicação. E aposto que a tendência é que uma seleção que ainda não venceu o mundial venha a ser a grande surpresa da Copa do Mundo.
 
SELEÇÃO DO TITE
Muitos que tem me acompanhado nos meus comentários aqui no Diário do Aço sabem que nunca fui muito fã do treinador da seleção brasileira. Não o vejo como uma solução ou salvador da pátria do nosso futebol, ele não enfrentou nenhuma equipe mais forte do planeta, e classificar-se para a copa do mundo, é uma obrigação, principalmente pela falta de qualidade de muitas seleções do nosso continente, mas a história no resto do planeta é totalmente diferente.

Não consegui entender ainda o que Taison, Fred, Renato Augusto e Cássio estão fazendo neste selecionado, e porque o treinador deixa de convocar o talentoso Arthur, do Grêmio, para insistir com Fernandinho na equipe.
Tite não teve coragem de colocar Douglas Costa na equipe para dar maior velocidade ao ataque, foi metódico tirando Casemiro em razão do cartão amarelo, demorou a substituir Gabriel Jesus, que ainda não explicou porque é titular da seleção brasileira.

Muita coisa precisa ser mudada na equipe. Se quiser vencer a Copa do Mundo é preciso ser mais ousado, buscar sempre o gol, colocar na partida um time mais forte, com vontade de fazer gols, mostrar ao atacante Neymar que ele precisa ser mais duro nas jogadas e não provocar faltas, que ele também deve fazer faltas, que o cartão amarelo é uma consequência e ele só será respeitado pelos zagueiros no dia que tomar as mesmas atitudes daqueles que só buscam parar as jogadas de ataque através das faltas violentas.

É preciso, antes de tudo, ser mais viril, buscar as jogadas de ataque, mas também se impor dentro de campo, pois se for sempre como jogou contra a Suíça, Neymar será só um topete amarelo para chamar a atenção no torneio.
 
TECNOLOGIA
A tecnologia existe para proporcionar benefícios à humanidade, e também é necessária no futebol. Mas não pode ser o fiel da balança em lances onde o árbitro é que deve tomar as decisões. Na partida entre Coréia do Sul e Suécia, mais uma vez a tecnologia definiu o que o juiz tem que marcar.

A jogada já tivera sequência, com a bola no ataque, e simplesmente o árbitro voltou atrás, foi consultar o vídeo e constatou que houve a penalidade. Algumas situações precisam ser questionadas, pois se a equipe que cometeu a infração assinala o gol no adversário na sequência da jogada, o árbitro vai paralisar a partida e marcar também a penalidade máxima?

No lance da Suíça contra o Brasil, a FIFA deve determinar que empurrar o adversário e agarrá-lo não é mais motivo para marcar falta ou pênalti, definir que estas jogadas são normais, pois se ela pode ser praticada na Copa do Mundo, tem que estendê-la para o futebol em todos os países.

Como a CBF não tem mais nenhuma moral na entidade máxima do futebol, ela até agora não se manifestou. Em outras épocas, já teria enviado ofício para a FIFA e exigido uma resposta, e mesmo que não houvesse nenhuma, pelo menos, ficaria publicamente registrado o protesto, que serviria de base para outras seleções que estão sendo prejudicadas pela arbitragem.
 
INTERFERÊNCIA
O árbitro mexicano César Ramos foi um dos principais responsáveis pelo empate na partida entre Brasil e Suíça, pois dois lances cruciais definiram o resultado: o lance do gol da seleção suíça onde o zagueiro Miranda foi empurrado e ele não pediu árbitro de vídeo; e no pênalti em Gabriel Jesus.

A interferência tem sido assustadora, pode-se perceber que os árbitros em campo não estão marcando as jogadas de risco, a marcação vem dos árbitros de vídeo, que estão atuando mais do que os que estão em campo. Mas no jogo do Brasil, eles preferiram dormir no trabalho do que assinalar as faltas.
 
LEMBRANÇAS
Da época de Orlando Barbosa, Ronaldo Careca, Joatan Neves, José Geraldo Viola e tantos outros que atuavam como árbitros e a decisão dos lances polêmicos era assumida por eles, que tinham o respeito dos jogadores. Hoje o concorrente dos árbitros é o computador.
 
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