01 de agosto, de 2018 | 13:14
Prefeito de Ipatinga pede que corpo clínico do HMC recue da decisão de paralisação
Nardyello Rocha solicitou prazo de 15 dias para tentar buscar solução em força-tarefa junto ao governo do Estado
Divulgação Secom PMI
Em reunião com o prefeito, representes do HMC apresentaram a justificativa para a interrupção dos serviços prestados. O motivo seria a falta do repasse de R$32 milhões de reais pelo governo do Estado
Em reunião com o prefeito, representes do HMC apresentaram a justificativa para a interrupção dos serviços prestados. O motivo seria a falta do repasse de R$32 milhões de reais pelo governo do EstadoO prefeito de Ipatinga Nardyello Rocha se reuniu na tarde desta terça-feira (31) no Hospital Municipal Eliane Martins com os representantes da Fundação São Francisco Xavier (FSFX) para discutir os impactos da paralisação do corpo clínico do Hospital Márcio Cunha (HMC).
A decisão foi tomada na última segunda-feira (30), e os atendimentos eletivos do SUS como cirurgias, internações, consultas e exames estão suspensos por tempo indeterminado, conforme noticiado pelo Diário do Aço na tarde de terça-feira (31). Os atendimentos de urgência e emergência estão assegurados, conforme nota encaminhada pela Fundação São Francisco Xavier, mantenedora do HMC.
Durante a reunião foi apresentada ao gestor municipal a justificativa para a interrupção dos serviços prestados. O motivo seria a falta do repasse de R$32 milhões de reais pelo governo do Estado. Atualmente o governo estadual deve ao município de Ipatinga um montante de R$70,5 milhões na área da saúde. Deste total acumulado desde 2013, 45% são destinados ao HMC para atendimento ao SUS.
O prefeito Nardyello Rocha disse entender a posição do Hospital Márcio Cunha diante da falta de repasse dos recursos, mas considera a situação preocupante, sobretudo, no que diz respeito à demanda da Unidade de pronto-atendimento.
Estamos preocupados, pois sabemos que a demanda vai desembocar na UPA de Ipatinga, já que a partir do momento que não é possível fazer transferências do Hospital Municipal para o HMC, é quase impossível evitar a superlotação na UPA que recebe pacientes não só de Ipatinga, mas da região”, pontuou o prefeito.
Nardyello ainda lamentou que a decisão do corpo clínico do Hospital Márcio Cunha tenha sido tomada repentinamente sem um aviso prévio de paralisação. A decisão foi tomada da noite para o dia e nos tirou qualquer possibilidade de tentarmos fazer um diálogo político.
Eu pedi aos representantes do HMC que peça ao corpo clínico para que suspendam a paralisação por até 15 dias para que nós, prefeitos da região, possamos fazer uma força-tarefa a fim de chegarmos a um denominador comum. Ainda que o Estado não pague, mas pelo menos que crie um cronograma de pagamento. Estamos aguardando a posição do corpo clínico do HMC para darmos uma posição à nossa população”, finaliza.
Prejuízos
O comunicado sobre a paralisação do HMC chegou por volta de 17h desta terça-feira (31) ao Hospital Municipal Eliane Martins, e logo após o anúncio da paralisação do corpo clínico do Hospital Márcio Cunha, os impactos já foram sentidos tanto na UPA quanto no Hospital Municipal. De acordo com a secretária de saúde Érica Dias já, existem 25 pacientes internados na UPA que precisam ser transferidos para o HMI.
Sem a transferência dos pacientes do Hospital Municipal para o HMC, não há leito disponível para os pacientes que estão na UPA esperando uma vaga. Nós estamos com seis crianças aguardando transferência, e inclusive em todo esse contexto de 25 pacientes na UPA nós estamos com um caso de apendicite que foi negada a vaga pelo Hospital Márcio Cunha”, relata Érica.
Ainda de acordo com a secretária, as cirurgias eletivas foram suspensas a partir desta quarta-feira. Para Ipatinga estão sendo feitas em média 25 cirurgias. Se somarmos isso no decorrer da semana serão quase 100 cirurgias canceladas. Além disso, também estão suspensos procedimentos de cateterismo e outros exames eletivos”, detalha a secretária.
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Ademir Silva
02 de agosto, 2018 | 15:26esse nosso prefeito é um brincante”
Sergio
01 de agosto, 2018 | 20:31politicos assassinos, todas as mortes que ouverem neste periodo, deveriam responsabilizar presidente, governador, prefeito e vereadores..... dos nossos politicos salvam-se poucos, maioria, tudo ladrao.”