10 de agosto, de 2018 | 20:38

Presidente da Usiminas afirma que não houve riscos à população e que prejuízos ainda são incalculáveis

Sérgio Leite disse também que, no primeiro momento, preocupação foi com a integridade dos trabalhadores

Wôlmer Ezequiel
Sergio Leite destacou que, por enquanto, não há informações acerca da causa do acidente e que uma investigação minuciosa será realizadaSergio Leite destacou que, por enquanto, não há informações acerca da causa do acidente e que uma investigação minuciosa será realizada
Para esclarecer o acidente, que assustou a população de Ipatinga, o presidente da Usiminas, Sergio Leite, recebeu a imprensa em coletiva na noite dessa sexta-feira, no escritório central da empresa. Sérgio estava acompanhado por diretores, assessores e funcionários da siderúrgica. No encontro, Sérgio Leite afirmou que, até então, não havia informações acerca da causa do acidente e que será feita uma investigação minuciosa para descobrir o que motivou a explosão do gasômetro na área interna da usina.

Segundo o presidente, quando ocorreu o acidente, ele estava em Belo Horizonte e, assim que foi informado, veio para Ipatinga. “Em menos de três horas eu estava no local do acidente para acompanhar o desenrolar das nossas ações. Tivemos apoio do poder público, bombeiros e de muitas empresas, que nos ajudaram de várias formas”, cita.

4 mil estavam na usina
Em relação à preocupação maior após a explosão, afirmou que foi com o estado de saúde dos colaboradores da empresa. Cerca de quatro mil trabalhadores estavam dentro da Usiminas. Foi mobilizado, logo em seguida ao acidente, o corpo médico e diretivo do Hospital Márcio Cunha (HMC) para receber as vítimas, que tiveram ferimentos leves. “Foram atendidas no hospital 34 pessoas, que estavam na área interna da Usiminas, quando houve o acidente, dentre as quais, 14 eram empregados nossos e 18 eram de empresas parceiras. Nenhum deles estava em estado grave. Após uma hora e meia, tivemos segurança de que não havia nenhum caso de acidente fatal”, informa.
Vários diretores e representantes da Usiminas acompanharam Sergio Leite durante entrevista à imprensa Vários diretores e representantes da Usiminas acompanharam Sergio Leite durante entrevista à imprensa

“Sem riscos”
Sergio Leite também ressaltou que como a explosão causou um impacto forte nos moradores de Ipatinga, que ouviram o estrondo de diversos pontos da cidade, a empresa buscou tranquilizar as pessoas o mais rápido possível, de que não havia nenhum risco para os munícipes. “Foi um acidente grave, que preocupou a todos, mas não há qualquer risco a cidade de Ipatinga. Além disso, esse perigo não houve em nenhum momento”, afirmou.

Questionado acerca de vazamento de gás tóxico, o presidente afirmou que realmente teve esse problema com o gás LDG, utilizado na produção de aço, que possui um alto grau de toxidade. Com isso, a área do acidente foi isolada, imediatamente. “O nosso pessoal de segurança patrimonial, brigadistas e bombeiros chegou ao local e logo em seguida foi feito um monitoramento com dezenas de equipamentos. Assim, em nenhum momento detectamos o nível de toxidade, dentro da área da usina e nas proximidades, nenhuma anormalidade com relação aos gases. A própria explosão consumiu os gases e o restante foi queimado”, destacou.

Prejuízos incalculáveis
Após duas horas da explosão, Sergio Leite informou que todas as atividades da siderúrgica foram paralisadas e que não é possível mensurar, no momento, os prejuízos que a empresa teve com a acidente.

“Ao longo da semana, vamos retornar com as operações, em cada unidade. Agora vamos nos esforçar até o fim do ano para recuperar os prejuízos que tivemos na produção e dos materiais. Já os comércios e as residências próximas à Usiminas, que tiveram alguma danificação em sua estrutura, esses prejuízos serão reparados pela empresa”, concluiu.



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